Em contrapartida, número de matrículas no início de 2017 cresceu em relação ao ano anterior
Inadimplência recorde em Ribeirão Preto
As escolas particulares da região de Ribeirão Preto enfrentaram em 2016 os maiores índices de inadimplência do estado de São Paulo, atingindo 14,4% ao longo do ano, enquanto a média estadual ficou em 8%. Dados divulgados pelo sindicato dos estabelecimentos de ensino paulista, em encontro com 160 mantenedores e diretores da região, expuseram a gravidade da situação.
Depoimentos que refletem a realidade
Munir Neder Jr., proprietário de uma rede de escolas da região, relatou que em um de seus colégios a inadimplência chegou a 30%, um índice nunca antes visto em seus 30 anos de experiência. Ele destaca a diferença entre lidar com a inadimplência na capital e no interior, onde o contato próximo com as famílias dificulta a tomada de medidas mais drásticas. Já Patrícia Santana, proprietária de um colégio em Sertãozinho, quantificou suas perdas em R$ 170 mil devido à inadimplência em 2016.
Números preocupantes e perspectivas futuras
Apesar do crescimento de 1,71% no número de matrículas em escolas particulares de todo o estado em 2016, a situação em Ribeirão Preto continua preocupante. Em janeiro de 2017, a inadimplência na região já atingia 9,16%, contra 6,3% no estado. O sindicato considera ideal um índice entre 2% e 3%. Apesar dos desafios financeiros, a região de Ribeirão Preto, com cerca de 600 escolas e 158 mil alunos, mantém-se como a quarta maior em número de matrículas do estado, atrás apenas da capital, Campinas e Sorocaba. O crescimento no número de matrículas em algumas escolas, como a de Patrícia Santana, que passou de 440 para 486 alunos, indica um cenário misto de crescimento e dificuldades financeiras para o setor.



