Crime que levou a morte da criança, na época com 5 anos, completa uma década em 2018; confira a entrevista de Rogério Pagnan
Há dez anos, o Brasil acompanhava chocado o caso da pequena Isabela Nardone, de apenas cinco anos, que morreu após cair do sexto andar do prédio onde morava com o pai, Alexandre Nardone, e a madrasta, Ana Carolina Jatobá. O crime, ocorrido em março de 2008, teve ampla repercussão na mídia e culminou na condenação do casal.
Novas Revelações
O jornalista Rogério Pagnan, autor do livro “O pior dos crimes”, que investiga o caso, traz à tona novas informações que podem mudar a versão oficial dos fatos. Pagnan, que acompanhou as investigações de perto e teve acesso a detalhes dos bastidores, revela falhas na investigação policial e inconsistências nas provas apresentadas no julgamento. Entre as novas informações, destaca-se a questão do sangue encontrado no carro, crucial para a condenação do casal, que segundo análise de DNA, provavelmente pertencia a um dos filhos do casal, e não a Isabela, como inicialmente alegado.
Inconsistências e Dúvidas
O livro de Pagnan levanta diversas questões sobre a investigação, apontando possíveis erros da polícia e a influência da grande repercussão do caso na condução das investigações e na sentença. A comoção pública gerada pela morte da menina, segundo o jornalista, pode ter pressionado a polícia a encontrar um culpado rapidamente, sem uma investigação exaustiva. A obra questiona a validade das provas utilizadas na condenação, sugerindo que não há provas suficientes para afirmar com certeza a culpa do casal.
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Um Caso Reaberto?
As revelações apresentadas no livro “O pior dos crimes” geram diversas dúvidas sobre o caso Isabela Nardone. Especialistas jurídicos consultados por Pagnan consideram que as novas informações podem ser suficientes para anular a condenação. Embora o livro não aponte diretamente para a inocência ou culpa do casal, ele levanta questionamentos importantes que merecem uma nova análise, abrindo espaço para a possibilidade de reabertura do caso. A obra convida o leitor a formar sua própria opinião a partir das evidências apresentadas, mostrando a complexidade do caso e a necessidade de uma investigação mais aprofundada.



