Ouça a coluna ‘Oficina de Palavras’, com o colunista Luiz Puntel
A língua portuguesa, assim como qualquer idioma, é um organismo vivo em constante transformação. Palavras nascem, evoluem e desaparecem com o tempo. Um exemplo disso é a palavra “celular”, que há algumas décadas sequer existia e hoje se tornou parte essencial do nosso vocabulário.
A polêmica no campo de futebol
Recentemente, um episódio inusitado no mundo esportivo chamou a atenção para o uso do celular. Antes do início de uma partida de futebol, o goleiro do Athletico Paranaense, Santos, pegou seu celular, abaixou-se na lateral da rede e conferiu mensagens, provavelmente em suas redes sociais. A cena, ocorrida diante de jogadores, torcedores, jornalistas e câmeras, gerou indignação e debate acalorado. Enquanto alguns consideraram a ação aceitável por o jogo ainda não ter começado, outros a classificaram como um ato de desrespeito aos envolvidos e aos telespectadores.
O uso do celular e suas implicações
O ato do goleiro, além de gerar controvérsia, tornou-se um tópico de discussão nas redes sociais. A repercussão foi tão grande que o goleiro teve que se explicar publicamente, revelando que a ação fazia parte de uma campanha publicitária de um aplicativo de transporte, alertando sobre os perigos do uso do celular ao volante. A situação levanta questionamentos sobre o uso do celular em diferentes contextos e a importância do respeito às regras e aos demais.
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Reflexões sobre o episódio
O episódio protagonizado pelo goleiro Santos ilustra a ubiquidade do celular na sociedade contemporânea e os desafios de seu uso responsável. A discussão gerada pela ação destaca a necessidade de equilíbrio entre o uso da tecnologia e o respeito às normas de convivência social, sejam elas em um campo de futebol, no trânsito ou em qualquer outro ambiente. A repercussão do caso, que transcendeu o âmbito esportivo, demonstra a relevância do tema e a necessidade de uma reflexão coletiva sobre o uso consciente dos dispositivos móveis.