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Escutas da Operação Sevandija revelam proximidade entre Marcelo Plastino e vereadores

Dono da Atmosphera chamava políticos para "tomar cafezinho" e no encontro entregava revista supostamente 'recheada' de dinheiro
Operação Sevandija
Dono da Atmosphera chamava políticos para "tomar cafezinho" e no encontro entregava revista supostamente 'recheada' de dinheiro

Dono da Atmosphera chamava políticos para “tomar cafezinho” e no encontro entregava revista supostamente ‘recheada’ de dinheiro

A Polícia Federal e o Ministério Público desmantelaram uma rede de corrupção envolvendo o empresário Marcelo Plastino e diversos vereadores de Ribeirão Preto. As investigações da Operação Sevandija revelaram ligações comprometedoras entre Plastino e quase metade da Câmara Municipal.

Encontros Suspeitos em Cafés e Shoppings

Interceptações telefônicas expuseram conversas entre Plastino e os vereadores Samuel Zanferdini, José Carlos de Oliveira (“Bebê”), Evaldo Mendonça da Silva (“Giló”), Walter Gomes e Cicero Gomes. As conversas mostram o empresário marcando encontros frequentes, geralmente em cafés e shoppings, com os parlamentares. Em uma das conversas, Plastino combina um encontro com o vereador “Bebê”, dizendo: “Alô, bebê, Marcelo, tudo bem? Você precisa tomar um café hoje comigo. Hoje? Hoje”. Similarmente, conversas com outros vereadores revelam encontros marcados sob o pretexto de um simples café, mas que, segundo as investigações, serviam para articular negociatas políticas.

Negociações e Benefícios

A Atmosfera Empreendimentos, empresa de Plastino, é suspeita de ter recebido benefícios em licitações da prefeitura, totalizando quase 26 milhões de reais. A empresa também intermediou a contratação de cerca de 700 funcionários terceirizados para secretarias e empresas públicas. Para o Ministério Público, a Atmosfera e Plastino eram usados para comprar apoio político na Prefeitura.

Implicações e Respostas

O promotor do Gaeco, Marcelo Bombardı, destaca a importância da fiscalização do executivo pelo legislativo. A aliança entre vereadores e o executivo, em troca de benefícios, prejudica a população. Os vereadores envolvidos apresentaram diferentes versões dos fatos. Samuel Zanferdini negou qualquer envolvimento, enquanto a assessoria de Giló afirmou sua inocência e a intenção de provar sua versão na justiça. O advogado do vereador “Bebê” negou qualquer encontro entre seu cliente e Plastino. As investigações continuam em andamento, com o material apreendido pela Polícia Federal indicando a existência de uma grande rede de corrupção.

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