Com a taxa de juros mais baixa e a inflação alta, especialistas sugerem que os investidores aportem em renda variável.
Mudanças no perfil do investidor brasileiro
A pandemia impactou significativamente o comportamento do investidor brasileiro, tradicionalmente conservador devido à instabilidade econômica do país e às altas taxas de juros. Com a taxa Selic próxima a zero, abaixo da inflação, muitos foram forçados a buscar alternativas de investimento além da renda fixa tradicional, que oferecia retornos menores do que a inflação.
A busca por maior rentabilidade e diversificação
A baixa rentabilidade da renda fixa impulsionou a procura por investimentos com maior potencial de retorno, levando muitos investidores a se exporem à bolsa de valores. Em 2020, a B3 registrou um aumento de 92% no número de investidores em relação a 2019, atingindo a marca de 3 milhões. No entanto, a diversificação de investimentos é crucial, sendo recomendado não concentrar todo o capital em renda variável. A diversificação pode incluir investimentos em outros países, como Estados Unidos e países asiáticos, por meio de fundos, ações ou BDRs.
Paciência e disciplina: a chave para o sucesso
É importante ressaltar que não existem atalhos para o sucesso no mercado financeiro. A busca por retornos rápidos e a promessa de enriquecimento fácil devem ser vistas com desconfiança. Investimento requer tempo, paciência e disciplina, tanto para investidores individuais quanto para empresas, independentemente de seus objetivos.
Leia também
O cenário econômico atual exige que os investidores brasileiros adaptem suas estratégias, buscando diversificação e maior exposição a investimentos com potencial de retorno superior à inflação. A prudência e a busca por conhecimento são fundamentais para navegar nesse mercado.