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Especialista acredita que o preço dos combustíveis derivados do petróleo devem abaixar 15 centavos próximos dias

Queda no valor do barril do petróleo vai influenciar no litro do diesel e da gasolina; Diretor de Sindicato projeto o cenário
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Queda no valor do barril do petróleo vai influenciar no litro do diesel e da gasolina; Diretor de Sindicato projeto o cenário

Queda no valor do barril do petróleo vai influenciar no litro do diesel e da gasolina; Diretor de Sindicato projeto o cenário

O preço dos combustíveis é um assunto que afeta diretamente o bolso do consumidor. Na última semana, a queda no valor internacional do petróleo trouxe expectativas de redução nos preços no Brasil. A Petrobrás utiliza um índice de referência para precificação, que apresentou uma redução de quase 19%. Conversamos com Flávio Navarro, diretor do sindicato brasileiro das distribuidoras de combustíveis, para entender melhor a situação.

Redução nos preços: o que esperar?

Segundo Navarro, a queda no índice de referência do petróleo, que girava em torno de R$ 72,00 e caiu para aproximadamente R$ 35,00, deve resultar em uma redução de aproximadamente 15 centavos nos derivados de combustíveis pela Petrobrás. Entretanto, essa queda não impacta diretamente o preço do etanol, que é determinado pela lei da oferta e da procura.

Etanol: queda de preço e relação com a gasolina

O diretor explicou que a diminuição no preço do etanol se deve à baixa procura por este combustível. Com a gasolina mais vantajosa em termos de custo-benefício (a relação entre o preço do etanol e o da gasolina está em torno de 80% a 83% na região), muitos consumidores optaram pela gasolina, levando a um excesso de estoque de etanol e consequente redução de preços nas usinas.

Tempo de resposta e variação regional

Navarro esclareceu que, após a publicação oficial da Petrobrás sobre a redução, o reflexo nos postos de combustíveis deve ocorrer em cinco a sete dias. A variação de preços entre regiões é justificada pela concorrência e pela logística. Em cidades com maior concorrência, como Ribeirão Preto, a redução tende a ser mais rápida. Já em cidades com menor concorrência, como Franca, a redução pode demorar mais a ser aplicada. A diferença de preço entre Ribeirão Preto e São Paulo, mesmo com a produção de etanol na região, é explicada pela logística de distribuição e não pela necessidade de transporte para Campinas.

Em resumo, apesar da queda no preço internacional do petróleo e da expectativa de redução nos combustíveis, a realidade nos postos varia de acordo com diversos fatores, incluindo a dinâmica de mercado, a concorrência regional e o tempo necessário para a atualização de preços na cadeia de distribuição. A redução no preço do etanol, por sua vez, está diretamente ligada à menor demanda em relação à gasolina.

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