Segundo José Carlos de Lima o aumento já era esperado, pois o valor estava defasado; ouça o ‘CBN Agronegócio’
O reajuste nos preços de combustíveis, principalmente do diesel (25,8%) e da gasolina (16,3%), causou um impacto significativo no agronegócio brasileiro. Segundo José Carlos de Lima Júnior, especialista em agronegócio, essa alta era esperada, devido à defasagem entre os preços praticados no Brasil e o valor internacional do barril de petróleo.
Impacto na Cadeia Produtiva
O aumento do diesel afeta diretamente a logística de produção e escoamento de diversas culturas, como soja, milho e cana-de-açúcar. O transporte de sementes, defensivos agrícolas, e a própria colheita e transporte da produção até os centros de processamento são impactados, elevando os custos de produção. Este aumento também impacta o preço do etanol, devido aos custos de transporte da cana até as usinas.
Consequências para o Consumidor
O encarecimento dos combustíveis impacta a inflação e atinge diretamente o consumidor final. As opções para mitigar o impacto são limitadas: transporte individual mais caro, transporte público com suas dificuldades, ou deslocamento a pé, inviável para muitos. A inflação, que havia caído no mês anterior devido ao represamento dos preços dos combustíveis, voltará a ser afetada.
Leia também
Cenários e Preocupações
A redução na oferta mundial de petróleo e a lentidão da economia global indicam que a tendência é de manutenção, ou até mesmo aumento, dos preços. Há preocupações com a possibilidade de desabastecimento e com a insatisfação dos caminhoneiros, que dependem do diesel para o transporte de cargas. O cenário é preocupante e exige atenção para evitar novas crises no setor logístico nacional.