Rodrigo Stabeli, que é pesquisador titular da Fiocruz, aponta que houve queda no número de novos casos na cidade
Ribeirão Preto troca de fase no Plano São Paulo
Mudança de fase amarela para laranja
Ribeirão Preto, que estava na fase amarela do Plano São Paulo, teve seu status alterado para laranja. Essa mudança gerou debates, principalmente sobre o indicador que justificou a reclassificação.
Análise médica da situação
O médico diretor da Fiocruz, Rodrigo Stabile, em entrevista, explicou a complexidade da situação. Segundo ele, o Plano São Paulo, criado em um momento de difícil isolamento social, considera a capacidade hospitalar e a evolução da epidemia (número de casos e mortes). Apesar do decréscimo no número de casos ativos e da alta capacidade de testagem em Ribeirão Preto, a ocupação de leitos de UTI (73%) e enfermaria (81%) nos hospitais públicos e filantrópicos permanece alta. Considerando todos os leitos (incluindo os privados), a ocupação é menor, mas a disponibilidade para a população, via SUS ou leitos comprados pela prefeitura, é que importa. O aumento no número de mortes, apesar da melhora no manejo de pacientes com COVID-19, também preocupa.
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Isolamento social e medidas de mitigação
Dr. Stabile destaca que a mudança de fase, por si só, não garante o isolamento social. A variação de apenas 3% no isolamento social em Ribeirão Preto entre o dia 22 de julho (fase laranja) e o momento da entrevista indica que a mudança de fase não impactou significativamente o comportamento da população. Ele enfatiza a necessidade de políticas públicas efetivas para mitigar a propagação do vírus, algo que, segundo ele, não está sendo visto no estado de São Paulo.
Em resumo, a mudança de fase de Ribeirão Preto para laranja levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas tomadas e a necessidade de estratégias mais eficazes para conter o avanço do coronavírus, indo além da simples mudança de fases.



