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Especialista afirma que os processos da Sevandija podem durar anos para serem concluídos

Daniel Pacheco diz as condenações cabem recursos e que esses pedidos prolongam a conclusão dos inquéritos
processos Sevandija
Daniel Pacheco diz as condenações cabem recursos e que esses pedidos prolongam a conclusão dos inquéritos

Daniel Pacheco diz as condenações cabem recursos e que esses pedidos prolongam a conclusão dos inquéritos

Em uma decisão da Quarta Vara Criminal, 21 réus foram condenados por envolvimento em um esquema de fraudes que causou um prejuízo de R$ 105 milhões aos cofres públicos. Entre os condenados estão ex-presidentes da Câmara, ex-secretários municipais e outros agentes políticos.

Condenações e Recursos

A sentença, proferida pelo juiz Lucio Alberto Enneias da Silva Ferreira, permite que os réus recorram em liberdade, com exceção daqueles que já se encontram presos. O Ministério Público se disse satisfeito com as condenações, mas pretende analisar cada caso individualmente. As defesas dos réus já anunciaram que irão recorrer da decisão, alegando erros no processo e questionando o uso de dados compartilhados pelo Coaf sem decisão judicial prévia. Um dos advogados, Julio Moçim, que representa Walter Gomes, afirmou que irá recorrer da sentença.

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Detalhes da Operação Sevandija

As fraudes foram descobertas durante a Operação Sevandija, em 2016. As investigações apontaram que a empresa Atmosfera Construções e Empreendimentos, contratada pela Codep, servia como cabide de empregos para pessoas indicadas por ex-vereadores e agentes políticos. Em troca, esses agentes políticos votavam a favor de projetos de interesse da prefeitura, chegando a barrar comissões contrárias à ex-prefeita. A Codep pagou à Atmosfera cerca de R$ 106 milhões entre 2012 e 2016.

Próximos Passos e Análises

O promotor Walter Alcauzalópez destacou que o patrimônio dos condenados foi bloqueado, mas que a reversão dos bens para a prefeitura dependerá de etapas futuras do processo. Segundo o professor Daniel Pacheco, da USP de Ribeirão Preto, os próximos passos podem demorar, considerando a complexidade do caso e o fato de ser uma decisão de primeira instância. Apesar da presunção de inocência, a possibilidade de prisão de algum réu antes da confirmação da sentença não é descartada, caso ocorra algum fato novo, como tentativa de fuga ou obstrução da justiça. Acompanhe os desdobramentos deste caso no site da CBN Ribeirão.

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