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Especialista afirma que todas as unidades de saúde devem ser uma porta de entrada para atendimento mental

José Sebastião dos Santos alerta sobre os riscos da centralização; Ribeirão terá um hospital exclusivo à saúde mental
atendimento mental
José Sebastião dos Santos alerta sobre os riscos da centralização; Ribeirão terá um hospital exclusivo à saúde mental

José Sebastião dos Santos alerta sobre os riscos da centralização; Ribeirão terá um hospital exclusivo à saúde mental

A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou mudanças significativas na saúde pública da cidade. A Unidade Básica de Saúde (UBS) Central deixará de funcionar como pronto-socorro e será transformada em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) com atendimento 24 horas. A previsão é que o novo CAPS comece a funcionar em 2022.

Centralização dos Serviços de Saúde Mental

Segundo o secretário da saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpellini, a cidade centralizará os atendimentos de saúde mental na UBS Central. A proposta, aprovada em 2021, surgiu em 2018, mas encontrou obstáculos devido ao funcionamento de outras Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A abertura da UPA Oeste em novembro de 2019 e a pandemia de Covid-19 contribuíram para o adiamento do projeto. Apesar dos atrasos, o secretário garante que não há planos de fechar a UBS Central imediatamente.

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Serviços Oferecidos pelo Novo CAPS

O novo CAPS oferecerá uma gama de serviços, incluindo atendimento a dependentes químicos, emergências psiquiátricas (incluindo casos não relacionados a drogas) e uma equipe especializada em atendimento domiciliar. Essa equipe reduzirá a necessidade de deslocamento de equipes do SAMU para atender demandas de saúde mental. O secretário destaca que mais de 30% dos atendimentos em pronto-atendimento são relacionados à saúde mental. Embora o CAPS 4, voltado para dependência de álcool e drogas, funcione 24 horas, o novo centro atenderá a todas as crises psiquiátricas, independentemente do uso de substâncias.

Implicações e Opiniões de Especialistas

A escolha da UBS Central se justifica pela sua localização em uma área com alta incidência de uso de substâncias psicoativas. A centralização visa desafogar os atendimentos em outras unidades de saúde, onde pacientes aguardam em média seis dias por vagas de internação. Entretanto, especialistas apontam que a centralização não deve ser a única porta de entrada para o atendimento em saúde mental, sendo importante a manutenção do atendimento nas unidades básicas e de pronto-atendimento para pacientes com problemas orgânicos associados. A centralização, segundo os especialistas, deve ser um nível de atendimento onde apenas o problema mental é o foco principal. A preocupação com a falta de pronto-socorro no centro da cidade também foi levantada, mas a prefeitura garante que outras UPAs irão cobrir a demanda. A transformação da UBS Central em um CAPS é vista por alguns como positiva, pois muitos pacientes relatam maus tratos e falta de atenção à saúde mental em outros postos de saúde. A eficiência dos outros serviços de saúde mental, com ampliação do horário de funcionamento e mais recursos humanos, é crucial para o sucesso do novo CAPS.

Em suma, a transformação da UBS Central em um CAPS representa uma mudança significativa na abordagem da saúde mental em Ribeirão Preto, buscando melhorar o atendimento e reduzir a espera por tratamento especializado. A eficácia da iniciativa dependerá da integração com os demais serviços de saúde e da capacitação dos profissionais para atender às diversas demandas.

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