Como o sistema previdenciário é alterado com frequência, os dados podem estar defasados; ouça o ‘CBN Vida e Aposentaria’
A inteligência artificial (IA) avança rapidamente, impactando diversos setores. No entanto, sua aplicação em áreas complexas como a previdenciária requer cautela. Especialistas alertam sobre os riscos do uso indiscriminado de ferramentas como o simulador da Previdência Social e chatbots para cálculos de aposentadoria.
Riscos da IA na Previdência
Segundo Karine Rezende, advogada previdenciária, sistemas de IA como o simulador do INSS e chatbots são alimentados por informações da internet, que não refletem as constantes mudanças na legislação previdenciária. Esses sistemas podem apresentar dados incorretos, como vínculos empregatícios abertos ou informações imprecisas sobre atividades especiais, regimes próprios e períodos de trabalho com deficiência. Confiar cegamente nesses dados pode resultar em cálculos de aposentadoria equivocados e prejuízos financeiros aos segurados.
IA como Ferramenta Auxiliar para Advogados
Apesar dos riscos para o cálculo da aposentadoria, a IA também pode auxiliar profissionais da área jurídica. A advogada destaca a utilidade de chatbots para pesquisas sobre doenças em casos de auxílio por incapacidade temporária. A IA permite que advogados, que não são médicos, compreendam melhor o contexto médico de um caso, auxiliando na construção de processos mais eficazes. No entanto, ressalta-se que a IA é uma ferramenta auxiliar, e não substitui a expertise de um profissional qualificado.
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Portanto, é fundamental buscar orientação profissional para planejar a aposentadoria. Embora a IA ofereça recursos interessantes, é crucial ter um especialista analisando cada caso individualmente, garantindo a precisão dos cálculos e a obtenção do melhor benefício previdenciário. A tecnologia pode ser uma aliada, mas a expertise humana continua imprescindível nesse processo.