Milhares de pessoas, que se recuperaram do vírus, ainda sofrem com o impacto da doença no organismo; Rodrigo Stabeli analisa
São Paulo registrou um fato inédito desde o início da pandemia: em 8 de novembro, nenhuma morte por Covid-19 foi contabilizada. Esse resultado, atribuído ao avanço da vacinação, demonstra a eficácia das imunizações na redução de casos graves e internações.
Sequelas da Covid-19: um novo desafio
Apesar do sucesso na redução de mortes, um novo problema surge: o aumento significativo de pessoas com sequelas da Covid-19. Muitas delas, mesmo apresentando sintomas leves inicialmente, desenvolveram problemas de saúde diversos após a infecção. Estima-se que cerca de 65% das pessoas que tiveram a doença, mesmo em forma branda, necessitam de algum tipo de reabilitação, seja física, respiratória ou psicológica.
A necessidade de investimento em reabilitação e vacinação
A abertura de centros de reabilitação pós-Covid, como o inaugurado em Ribeirão Preto, demonstra a necessidade de se preparar para o atendimento dessa nova demanda. No entanto, a reabilitação é um processo demorado e complexo, exigindo investimentos contínuos do sistema público de saúde. A falta de planejamento prévio, com cortes no orçamento da saúde, agrava a situação. Além disso, a baixa adesão à vacinação em adolescentes, alimentada por desinformação, preocupa, pois essa faixa etária pode atuar como vetor de transmissão para pessoas mais vulneráveis.
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É crucial reforçar a importância da vacinação completa para toda a população, combatendo a desinformação e incentivando a busca por fontes confiáveis. A prevenção de casos graves e a redução de sequelas são fundamentais para garantir um sistema de saúde eficiente e proteger a população.



