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Especialista alerta para os riscos de novas mutações do novo coronavírus com a falta de imunização da população

Em Ribeirão cerca de 40 mil pessoas não voltaram para tomar a segunda dose do imunizante; ouça a análise de Vitor Valenti
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Em Ribeirão cerca de 40 mil pessoas não voltaram para tomar a segunda dose do imunizante; ouça a análise de Vitor Valenti

Em Ribeirão cerca de 40 mil pessoas não voltaram para tomar a segunda dose do imunizante; ouça a análise de Vitor Valenti

Em Ribeirão Preto, 40 mil pessoas não retornaram para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19, colocando a população em risco. A falta de imunização completa reduz a proteção individual e coletiva, aumentando a probabilidade de surgimento de novas variantes.

Riscos da imunização incompleta

De acordo com o professor e pesquisador Dão Nesp, a não adesão à segunda dose impede a criação de uma proteção eficaz contra o vírus. Com isso, o vírus encontra mais oportunidades para se disseminar, aumentando as chances de mutações. Essas mutações podem tornar o vírus mais forte, mais transmissível e capaz de causar sintomas mais graves, além de dificultar a eficácia das vacinas. A baixa adesão à vacinação aumenta as chances de contágio e disseminação do vírus, criando um ambiente propício para o surgimento de novas variantes.

A importância da vacinação em jovens e adolescentes

O professor destaca a importância da vacinação completa, especialmente em jovens e adolescentes. Um editorial da revista Nature alertou que a recusa da vacinação por parte dos adolescentes pode mudar a característica da pandemia, tornando-a mais grave nesse grupo etário. A experiência com outras variantes, como a P1, mostrou como o vírus pode se adaptar e afetar diferentes grupos populacionais à medida que a imunização progride em outros grupos. A falta de imunização em jovens pode levar a um aumento de internações e casos graves entre esse público.

Fatores de risco e características do vírus

O professor explica que a resistência à Covid-19 varia entre os indivíduos e que o novo coronavírus difere de outros vírus, como o do sarampo, em sua forma de afetar a população. Estudos indicam que a idade é um dos principais fatores de risco para sintomas graves, sendo pessoas acima de 60 anos as mais vulneráveis. Embora jovens possam apresentar maior resistência, a falta de vacinação aumenta a probabilidade de disseminação do vírus e o surgimento de novas variantes que podem afetar esse grupo. A vacinação completa é crucial para a proteção individual e coletiva, minimizando os riscos de novas mutações e casos graves.

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