José Eduardo Oliveira, que é professor e especialista em políticas de educação, analisa os pontos positivos e negativos da prova
O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2023 trouxe surpresas e debates. Apesar de suspeitas de interferência política, as questões abordaram temas como a causa indígena, racismo, escravidão, movimentos sociais e feminismo, surpreendendo especialistas em educação.
Abstenção e Desalento
Com 26% de abstenção na prova presencial e 54% na online, um número menor que os 51% de 2020, mas ainda alto, especialistas demonstram preocupação. A alta abstenção pode indicar desalento dos estudantes após anos de ensino remoto e misto, impactando a médio prazo a sociedade e a economia.
Pressão e Resultado
Apesar dos desafios, houve pontos positivos. A pressão de funcionários do Inep contra a ideologização das questões parece ter surtido efeito, resultando em questões reflexivas sobre temas sociais que estimulam o pensamento crítico. O Inep, além de selecionar candidatos para universidades, desempenha papel crucial na avaliação da qualidade do ensino médio, subsidiando políticas públicas.
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Perspectivas para o Segundo Dia
Com o primeiro dia concluído com êxito na logística e sem grandes problemas de vazamento de questões, as expectativas para o segundo dia são positivas. A prova se mostrou coerente, e espera-se que o Inep continue a resistir como política pública permanente, independente de governos.



