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Especialista alerta sobre casos de Covid-19 em crianças com 12 anos ou menos em populações vacinadas

Segundo Vitor Engracia Valenti, é importante que esse público, caso aferida a segurança da vacina, também seja imunizado
Covid-19 em crianças
Segundo Vitor Engracia Valenti, é importante que esse público, caso aferida a segurança da vacina, também seja imunizado

Segundo Vitor Engracia Valenti, é importante que esse público, caso aferida a segurança da vacina, também seja imunizado

Pesquisadores alertam para a possibilidade da covid-19 se tornar predominante em crianças caso a vacinação nessa faixa etária seja lenta. Em entrevista à CBN, o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrácio Valente, discutiu o assunto.

Vacinação e aumento de casos em crianças

Em países com alta cobertura vacinal em adultos (acima de 60% com duas doses), observa-se um aumento recente de casos de covid-19 em crianças menores de 12 anos. Apesar da imunidade coletiva proporcionada pela vacinação adulta, a rápida transmissão do vírus e sua capacidade de mutação aumentam o risco para esse grupo não vacinado. Estados Unidos e Israel são exemplos onde esse fenômeno está ocorrendo.

Riscos da Covid-19 em crianças e Síndrome pós-Covid

A Covid-19 em crianças apresenta riscos que vão além dos sintomas imediatos. Estudos apontam que pelo menos 10% das crianças infectadas desenvolvem sintomas persistentes por cinco ou seis meses após a recuperação (síndrome pós-covid). Essas complicações podem incluir inflamação cardíaca, problemas vasculares (aumentando o risco de hipertensão, infarto e derrame), e um maior risco de desenvolver diabetes. As causas dessa síndrome ainda são investigadas, mas hipóteses incluem a adaptação do sistema imunológico, reações de citocinas e a permanência da proteína spike no corpo.

Mutações e medidas preventivas

O atraso na vacinação infantil aumenta as chances de novas mutações virais. Infecções em crianças podem gerar cepas mais transmissíveis, agressivas ou resistentes às vacinas, impactando também a população adulta. Países como Israel e Estados Unidos já iniciaram a vacinação de adolescentes e estão em testes com vacinas para crianças menores de 12 anos, com resultados promissores para a Pfizer e Coronavac. A recomendação é pela vacinação rápida e abrangente, incluindo adolescentes e crianças, para reduzir a probabilidade de mutações e proteger a população.

A rápida imunização da população, incluindo crianças e adolescentes, é crucial para minimizar os riscos da covid-19 e suas potenciais complicações a longo prazo. A experiência de países com programas de vacinação mais avançados serve como alerta e guia para ações mais efetivas no Brasil.

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