Além da P1, que já é predominante, municípios do estado registram a cepa indiana e a P4; pesquisador Vitor Valente analisa
Ribeirão Preto pode se tornar o novo epicentro do coronavírus no Brasil, segundo projeções do Instituto Adolfo Lutz. A predominância da variante P1, altamente contagiosa, preocupa as autoridades.
Variantes em circulação
Além da P1, outras variantes circulam em São Paulo, aumentando os riscos. A P4, inicialmente identificada em Tiradentes e Mococa, e a variante indiana (P1 617), detectada em Guarulhos, são motivos de atenção. A P1 já corresponde a aproximadamente 88% das amostras analisadas na região de Ribeirão Preto.
Riscos e Preocupações
A variante P4, embora ainda não se saiba com certeza se é tão contagiosa quanto a P1, mostra crescimento preocupante. Sua similaridade com a P1 indica um potencial de transmissão elevado. A variante indiana também exige monitoramento constante, embora seu comportamento ainda seja incerto em território paulista. Especialistas estimam que, caso a P4 apresente transmissibilidade similar ou superior à P1, sua disseminação poderia ocorrer em um período de 4 a 5 meses. Medidas preventivas, como vacinação, uso de máscaras e distanciamento social, são cruciais para conter o avanço dessas variantes.
Leia também
Vacinação e Eficácia
Estudos indicam que a Coronavac mantém eficácia contra a P1, embora com alguma perda. Ainda não há dados conclusivos sobre sua eficácia contra a P4. A possibilidade de mutações virais que comprometam a eficácia das vacinas existentes é real, exigindo o desenvolvimento de vacinas atualizadas, assim como ocorre com a gripe.
A situação em Ribeirão Preto e região demanda atenção constante. A combinação da alta transmissibilidade de variantes como a P1 e a P4, somada à necessidade de monitoramento da variante indiana e à possibilidade de redução da eficácia vacinal, reforça a importância da manutenção de medidas de prevenção e da busca por informações atualizadas sobre o comportamento do vírus.



