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Especialista alerta sobre os perigos do rotativo do cartão de crédito nas finanças do brasileiro

Luiz Alberto Machado orienta o uso do 13º para pagar dívidas e sugere a confecção de planilhas para controlar despesas
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Luiz Alberto Machado orienta o uso do 13º para pagar dívidas e sugere a confecção de planilhas para controlar despesas

Luiz Alberto Machado orienta o uso do 13º para pagar dívidas e sugere a confecção de planilhas para controlar despesas

A Confederação Nacional de Comércio, Bens e Serviços de Turismo divulgou dados preocupantes: 74% das famílias brasileiras estão endividadas. A pesquisa aponta dificuldades no pagamento de dívidas oriundas de cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, empréstimos pessoais e prestações de carro ou casa. Os juros rotativos do cartão de crédito, que podem ultrapassar 300% ao ano, agravam ainda mais a situação financeira das famílias.

Administrando as Finanças Pessoais

O economista e consultor financeiro Luís Alberto Machado destaca a importância do planejamento financeiro. Ele sugere a criação de uma planilha, mesmo que manual, separando gastos correntes inevitáveis dos demais. Essa organização ajuda a controlar os gastos e evitar o endividamento excessivo. Para quem já está endividado, o especialista recomenda cautela com o cartão de crédito, principal vilão no cenário atual, devido aos altos juros rotativos.

Estratégias para Enfrentar o Endividamento

O pagamento mínimo do cartão de crédito, muitas vezes, agrava a situação ao invés de resolvê-la. Machado aconselha o uso do 13º salário para quitar dívidas, considerando a inflação e a perspectiva de aumento da taxa básica de juros. Ele também destaca que, apesar da taxa básica de juros influenciar, outros fatores, como a condição de pagamento do consumidor, impactam significativamente nas taxas cobradas pelos bancos. O cheque especial, embora tenha tido seus limites regulamentados pelo Banco Central, ainda apresenta taxas elevadas, mas menores que as do cartão de crédito. Outras opções de empréstimo, como o consignado (descontado diretamente da folha de pagamento), podem oferecer taxas mais atrativas, porém, é preciso avaliar a capacidade de pagamento.

Dicas para o Fim de Ano

Com o Natal se aproximando, o economista alerta para o perigo das compras por impulso. Ele sugere que se priorize a racionalidade, lembrando que muitas ofertas de Natal são repetidas em liquidações posteriores. A educação financeira é crucial para lidar com o dinheiro, mesmo em quantias reduzidas, permitindo um melhor controle dos gastos e uma administração mais eficiente dos recursos disponíveis.

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