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Especialista alerta sobre os riscos das picadas de abelha

Alergista Janaína Melo afirma que as vítimas de picadas, em casos de anafilaxia, precisam receber doses de adrenalina no corpo
picadas de abelha
Alergista Janaína Melo afirma que as vítimas de picadas, em casos de anafilaxia, precisam receber doses de adrenalina no corpo

Alergista Janaína Melo afirma que as vítimas de picadas, em casos de anafilaxia, precisam receber doses de adrenalina no corpo

Um idoso de 70 anos morreu após ser atacado por abelhas em Ribeirão Preto. A vítima, Lucio Mário Ramos Garcia, foi picada enquanto passava perto de uma linha de trem no bairro Adelino Simione, na zona norte da cidade. O ataque ocorreu no último domingo, e o idoso faleceu na madrugada da quarta-feira, após internação no Hospital das Clínicas.

Ataque e Resgate

O incidente só foi controlado com a chegada do Corpo de Bombeiros, que utilizou roupas de proteção para resgatar a vítima. Moradores da região relataram solicitações anteriores para a remoção do enxame de abelhas. Segundo o tenente Frank Andrade, a atuação dos bombeiros em casos como este se limita a situações de emergência, onde há risco iminente para pessoas ou animais. Em situações sem emergência, a orientação é acionar apicultores ou órgãos de manejo ambiental.

Prevenção e Tratamento

Especialistas alertam para a crescente presença de abelhas em áreas urbanas, resultado da modificação do ambiente natural. O professor Eduardo Almeida, especialista em abelhas da USP, recomenda afastar-se rapidamente do enxame em caso de ataque, buscar abrigo e aplicar água e sabão nas picadas. A médica alergista Janaína Mello explica que a maioria das pessoas apresenta apenas inchaço local, mas alguns podem desenvolver anafilaxia, um quadro grave que requer tratamento imediato com adrenalina. A adrenalina pode ser administrada em hospitais ou por meio de canetas autoinjetáveis para pacientes com histórico de alergia.

Após o incidente, a recomendação é evitar contato com enxames de abelhas. Caso encontre um enxame, não tente removê-lo sozinho. Procure o Corpo de Bombeiros ou um apicultor para realizar a remoção de forma segura. A tragédia serve como um alerta para a importância da coexistência pacífica com a natureza e a busca por soluções responsáveis para lidar com a presença de abelhas em áreas urbanas.

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