Potencial das sucroenergéticas para produzir é grande, mas região de Ribeirão só registra aproveitamento de 15%
A energia limpa, aquela que não libera resíduos ou gases poluentes causadores do efeito estufa e do aquecimento global, tem ganhado destaque. Fontes que emitem baixíssimas quantidades de gases ou resíduos também se enquadram nessa categoria, como a geração de eletricidade a partir da queima do bagaço de cana em usinas sucroenergéticas.
Potencial Desperdiçado da Cana-de-Açúcar
Em 2018, a energia elétrica produzida a partir da cana de açúcar no Brasil supriu apenas 5% do consumo nacional. Apesar da abundância de matéria-prima em regiões como Ribeirão Preto, o aproveitamento é baixo, segundo Zilmar José de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana de Açúcar. Atualmente, apenas 15% do potencial é explorado, o que significa que a geração poderia ter sido quase sete vezes maior. Considerando todo o Brasil, a energia sustentável da cana poderia representar até 30% do consumo nacional, caso houvesse maior aproveitamento dos recursos disponíveis, como bagaço e palha.
Energia Limpa e o Período de Safra
De janeiro a setembro de 2023, 84% da produção de energia limpa a partir da cana foi gerada no período seco do sistema elétrico (a partir de abril). Essa coincidência demonstra o potencial de aumento da produção de energia limpa durante a safra de cana-de-açúcar. Para Zilmar, um planejamento estratégico é fundamental para otimizar o uso desse recurso.
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Benefícios Econômicos e Ambientais
O aumento da produção de energia limpa a partir da cana-de-açúcar trará benefícios econômicos e ambientais significativos. Segundo Zilmar, maior integração das usinas e aumento da produção de energia limpa resultarão em custos menores, preservação da água e redução da dependência de fontes energéticas mais caras. A expansão dessa fonte de energia requer políticas setoriais que incentivem a produção e o investimento nesse setor, impulsionando o desenvolvimento sustentável do país.



