Segundo Nelson Rocha Augusto, os conflitos entre os poderes atrapalham a economia; ouça a coluna ‘CBN Economia’
A economia brasileira enfrenta uma grave deterioração, agravada por sucessivos episódios políticos que geram incertezas e prejudicam as instituições. A falta de aprovação de reformas, aliada à postura beligerante do presidente da República em relação aos poderes Judiciário e Legislativo, contribui para um clima de instabilidade.
Instituições fragilizadas e o impacto na economia
A contínua agressão às instituições brasileiras afeta a confiança dos agentes econômicos. Com cada parte puxando para seu próprio interesse, sem foco no coletivo, a instabilidade política se reflete diretamente na economia. Empresas, em meio à incerteza, reagem elevando preços para se proteger, impactando o consumidor.
Crise hídrica e outros desafios
A crise hídrica, sem solução à vista, soma-se a outros desafios, como a falta de componentes para produção. A falta de planejamento e a incapacidade de o governo lidar com essas questões contribuem para o agravamento da situação econômica. O descumprimento de decisões judiciais pelo presidente da República exacerba ainda mais a insegurança, desestimulando investimentos e consumo.
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Previsões pessimistas e consequências sociais
As previsões para o PIB em 2024 são alarmantes, com projeções caindo de 3% para valores próximos a zero. Este cenário catastrófico significa que o Brasil não recuperará, nem mesmo em 2024, os níveis econômicos de 2019, antes da pandemia. A população mais vulnerável, com menos acesso a educação, saúde e emprego, é a que mais sofre com essa situação, armando um cenário de profunda desigualdade social.
Em resumo, a combinação de instabilidade política, crises não resolvidas e a falta de um planejamento econômico consistente resultam em uma deterioração significativa da economia brasileira, afetando profundamente a população.