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Especialista aponta o valor do petróleo e o câmbio do dólar como os responsáveis pelo aumento dos combustíveis

Petrobras anunciou, na segunda-feira (8), o sexto reajuste em 2021
aumento dos combustíveis
Petrobras anunciou, na segunda-feira (8), o sexto reajuste em 2021

Petrobras anunciou, na segunda-feira (8), o sexto reajuste em 2021

A recente alta nos preços dos combustíveis, anunciada pela Petrobras, impactou significativamente toda a cadeia de consumo, encarecendo o frete e afetando diversos setores da economia. Segundo a empresa, o aumento acompanha a cotação internacional dos derivados de petróleo.

Fatores que impulsionam a alta internacional do petróleo

De acordo com José Luiz Cuelli, consultor em agronegócios, três fatores contribuem para a alta do petróleo no mercado internacional. O primeiro é uma estratégia dos países produtores para recuperar o valor histórico do barril, que já chegou a ultrapassar os US$ 100. Após a pandemia e um período de preços baixos, inclusive negativos, o barril vem subindo gradativamente, atingindo recentemente US$ 69, um aumento de aproximadamente 10% em apenas uma semana. A OPEP, ao perceber a recuperação da economia mundial e o consequente aumento da demanda, optou por não aumentar a produção, criando um cenário de escassez e especulação.

Desvalorização do real e impacto no consumidor brasileiro

Um segundo fator crucial é a desvalorização do real frente ao dólar. Eventos políticos recentes levaram a uma retração de 4% nas bolsas, fazendo com que investidores buscassem a segurança do dólar. Essa corrida ao dólar elevou sua cotação, impactando diretamente o preço final dos combustíveis no Brasil, já que estes são precificados em dólares.

A rapidez da alta e a lentidão da queda nos preços

A velocidade com que a alta dos preços chega aos postos de gasolina, em contraste com a lentidão na queda, também é um ponto relevante. Isso se deve à dinâmica da cadeia de distribuição: as distribuidoras repassam o aumento imediatamente, mesmo para os estoques já existentes. Da mesma forma, os postos de gasolina também ajustam seus preços rapidamente. Consequentemente, o consumidor final arca com o impacto total e imediato da alta, enquanto a queda, quando ocorre, é diluída ao longo do tempo devido aos estoques.

Em resumo, a combinação de fatores internacionais, como a estratégia da OPEP e a valorização do dólar, somados à dinâmica de mercado no Brasil, explicam a recente alta nos preços dos combustíveis. A manutenção da política de paridade de preços da Petrobras com o mercado internacional indica que novas altas podem ocorrer no futuro.

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