USP vai tornar obrigatório o uso do EPI em ambientes fechados; Ribeirão Preto registra aumento considerável nos casos de Covid
Nesta segunda semana de novembro, o Rio Grande do Sul registrou um aumento preocupante nos casos de Covid-19. A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou um crescimento significativo, saltando de 9 casos confirmados em 97 notificações para 72 casos confirmados em 558 notificações em apenas cinco dias. Esse número já ultrapassa a metade dos 131 casos confirmados em outubro, gerando preocupação entre a população e as autoridades de saúde.
Aumento de Casos e Novas Variantes
O professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrácio Valente, explica que esse aumento, embora preocupante, não se compara à gravidade das ondas anteriores. A alta imunização da população, com pelo menos duas doses de vacina em muitas pessoas, contribui para uma proteção significativamente maior do que em 2020 e 2021. No entanto, dois fatores contribuem para o cenário atual: as mutações da variante Ômicron, especialmente a sublinhagem BQ.1, que apresenta maior capacidade de transmissão e reinfecção; e a diminuição da proteção da vacina após 4 a 6 meses, necessitando de doses de reforço.
Vacinação e Uso de Máscaras
Em relação à vacinação, o professor destaca a importância das doses de reforço, principalmente a terceira e quarta doses. A necessidade de uma quinta dose, ou dose de reforço anual, está em discussão, possivelmente integrando o calendário de vacinação anual, juntamente com a vacina contra a influenza. Sobre o uso de máscaras, embora não haja recomendação obrigatória em todo o país, algumas instituições, como a USP, já o exigem em ambientes fechados com alta transmissão. A decisão de retomar o uso obrigatório de máscaras em nível nacional ou estadual está sendo avaliada pelo Ministério da Saúde.
Proteção Infantil e Mutações Virais
A vacinação infantil também é crucial, principalmente considerando que a Covid-19 já é a principal causa de morte em crianças menores de cinco anos nos EUA. A vacinação de bebês a partir de seis meses, especialmente aqueles com doenças crônicas, já está sendo autorizada em algumas cidades. Quanto às mutações virais, o professor explica que é natural que o vírus sofra mutações à medida que se dissemina. As mutações que predominam são as que conferem maior força ao vírus, aumentando a transmissão. Novas vacinas, focadas na variante Ômicron, estão sendo desenvolvidas e devem ser implementadas em breve, oferecendo maior proteção.
Em resumo, o aumento recente de casos de Covid-19 requer atenção, mas não indica uma nova onda de gravidade semelhante às anteriores. A vacinação continua sendo a principal ferramenta de combate à doença, com a necessidade de doses de reforço e a possível inclusão da vacina contra Covid-19 no calendário anual de vacinação. O uso de máscaras pode ser recomendado em locais de maior risco de transmissão, dependendo da situação epidemiológica local.



