Canteiros vão sendo abertos pela cidade sem que os anteriores tenham sido finalizados; prática gera transtornos
Motoristas e comerciantes do centro de Ribeirão Preto estão insatisfeitos com o andamento das obras do corredor de ônibus no quadrilátero central. A principal reclamação é a lentidão e a falta de continuidade dos trabalhos, com diversos pontos de interdição abandonados por longos períodos.
Obras Paralisadas e Transtornos no Trânsito
As avenidas Gerônimo Gonçalves e Francisco Junqueira são as mais afetadas. Há pontos com interdições há mais de um mês sem qualquer trabalhador presente, causando congestionamentos principalmente nos horários de pico. A situação tem afastado clientes dos comércios locais, gerando prejuízos aos empresários da região. Os problemas se estendem a outros pontos do centro, como a Avenida Nove de Julho.
Prefeitura e Entidades em Busca de Soluções
O Comitê de Acompanhamento das Obras do Centro, formado por mais de 20 instituições e empresas, tem recebido diversas reclamações e está monitorando a situação. O comitê busca contribuir com sugestões para melhorar a execução das obras, como maior proteção para pedestres e melhor organização dos equipamentos. A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP) também acompanha de perto o andamento dos trabalhos, tendo realizado reuniões com a prefeitura e a construtora antes do início das obras. A previsão de entrega é para maio de 2024, mas o ritmo atual gera preocupações quanto ao cumprimento do prazo.
Apesar das justificativas da prefeitura sobre o andamento normal das obras e do planejamento em etapas, a reportagem da CBN Ribeirão constatou discrepâncias entre o informado pela assessoria e a realidade em campo. A falta de comunicação e a lentidão das obras geram insegurança entre comerciantes, principalmente em relação a datas importantes como o Natal. A forma como o contrato foi elaborado, com etapas independentes, pode estar contribuindo para a fragmentação do trabalho e os atrasos. A busca por soluções que minimizem os impactos negativos para o comércio e a população segue em andamento, com a participação ativa de entidades representativas e a expectativa de que o bom senso e o empenho prevaleçam para a conclusão das obras.



