Aracnídeo é facilmente encontrado em nossa região; em caso de picada sem diagnóstico rápido, veneno pode levar a morte
Desde o início do ano, o aumento no número de escorpiões em Ribeirão Preto e região tem gerado preocupação. A combinação de fatores climáticos e a falta de informação contribuem para o problema, que já registrou casos fatais, principalmente em crianças que não receberam atendimento médico a tempo.
O Problema da Infestação
A infestação por escorpiões em Ribeirão Preto não é recente. Documentos históricos apontam que a região foi construída sobre um solo propício à proliferação desses animais, o que explica sua presença em diversas áreas da cidade, desde o centro até condomínios. A especialista Lúcia Taveira, coordenadora do programa de controle de vetores e coautora do Manual de Controle de Escorpiões, destaca a necessidade de maior conhecimento da população para evitar acidentes.
Prevenção e Cuidados
A prevenção é crucial, pois a erradicação total dos escorpiões é praticamente impossível. Como eles se adaptam bem a ambientes úmidos e quentes, a entrada em residências frequentemente ocorre por ralos, principalmente durante e após períodos chuvosos. Lúcia Taveira alerta contra o uso de produtos químicos para o controle de escorpiões dentro de casa, pois sua eficácia é limitada, já que os animais geralmente se escondem sob objetos. A recomendação é focar na limpeza, organização e vedação de possíveis pontos de entrada, mantendo a casa limpa e livre de entulho. Outras medidas incluem afastar camas das paredes, verificar roupas de cama antes de dormir e usar tampas de ralo. A presença de galinhas caipiras pode auxiliar no controle, mas não garante a eliminação completa dos escorpiões.
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Reação a Picadas e Atendimento Médico
Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve perder tempo com procedimentos como dar banho ou trocar de roupa. As unidades de saúde e o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto oferecem atendimento emergencial, incluindo o bloqueio anestésico, que em muitos casos resolve o problema sem a necessidade do soro antiofídico. A gravidade da picada depende do tamanho e espécie do escorpião, do local da picada e da quantidade de veneno injetada. Em Ribeirão Preto, as espécies mais perigosas são o Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e o Tityus bahiensis (escorpião preto), sendo o amarelo o mais perigoso e abundante.
A conscientização da população sobre os hábitos dos escorpiões e as medidas de prevenção é fundamental para reduzir o número de acidentes e proteger a saúde pública. A colaboração entre a população e os órgãos de saúde é essencial para o controle eficaz desses animais.



