José Leomar Júnior diz que, enquanto o Executivo não resolver os problemas estruturais da via, os buracos voltarão a aparecer
Problemas no Tapa-Buracos de Ribeirão Preto
A CPI da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que investiga a qualidade dos serviços de tapa-buracos na cidade, ouviu o professor José Leu-Mar Fernandes Jr., da USP de São Carlos, especialista em engenharia de transportes. O professor, com mais de 30 anos de experiência e um dos precursores do asfalto de borracha, analisou os resultados da última diligência da CPI, que fiscalizou serviços da prefeitura e de uma empresa terceirizada.
Falta de Padronização e Irregularidades
De acordo com o professor, há falta de padronização nos serviços. Ele apontou falhas que podem e devem ser corrigidas, principalmente na atuação da prefeitura. A CPI identificou que a empresa terceirizada não era fiscalizada adequadamente pela prefeitura, realizando recortes de asfalto superiores ao necessário e utilizando métodos inadequados, como a ausência de compactação com rolo-compressor após a aplicação da massa asfáltica.
Planejamento e Fiscalização como Soluções
A falta de controle e fiscalização foi considerada inaceitável pelo professor, que discorda da afirmação do antigo secretário de infraestrutura de que é impossível acabar com os buracos na cidade. Ele acredita que com planejamento adequado e um controle mais eficiente, é possível melhorar significativamente a qualidade dos serviços de pavimentação. Para o presidente da CPI, Alessandro Maraca, o depoimento reforça a necessidade de mudanças drásticas no sistema atual, que tem desperdiçado recursos públicos e não segue as normas técnicas.
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O próximo passo da CPI será ouvir o novo secretário de infraestrutura, Luiz Eduardo Garcia, na próxima quarta-feira, dia 3 de abril. A expectativa é que as investigações contribuam para a melhoria dos serviços de tapa-buracos em Ribeirão Preto.



