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Especialista discute benefícios e malefícios do flúor na água

Presidente da Associação de Dentistas, Artur Rocha Martini falou à CBN
Especialista discute benefícios e malefícios do
Presidente da Associação de Dentistas, Artur Rocha Martini falou à CBN

Presidente da Associação de Dentistas, Artur Rocha Martini falou à CBN

Em setembro de 2003, uma petição internacional assinada por mais de 300 cientistas, Especialista discute benefícios e malefícios do, químicos, técnicos e ambientalistas de 37 países solicitou a revisão e discussão sobre os benefícios e malefícios da adição de flúor à água encanada para a prevenção de cáries. Desde então, diversos estudos têm apontado riscos à saúde, especialmente aos ossos, relacionados à ingestão desse agente químico.

Pesquisas recentes associam a ingestão de flúor a doenças modernas, embora o presidente da Associação Paulista dos Cirurgiões-Dentistas e delegado do Conselho Regional de Odontologia, Arthur Rocha Martini, defenda a importância da fluoretação da água. Ele afirma:

“É muito importante que a gente tenha o uso do flúor contínuo dentro da cavidade oral e do próprio sistema sistêmico do paciente, porque ele é importante para aumentar a dureza do esmalte dos dentes. Se eu aumentar a dureza, e as porcentagens chegam até a 65% de aumento, é claro que eu vou ter um esmalte mais duro, a cárie vai atingir menos e eu vou diminuir a quantidade possível de cárie na população.”

Países como Canadá, Áustria, Finlândia, Bélgica, Noruega, França e Cuba interromperam a fluoretação da água, mas os índices de cáries continuaram a diminuir.

Estudos indicam que a partir da década de 1970 o flúor também passou a ser adicionado a alimentos, como leite em pó, e a alguns medicamentos, o que pode causar efeitos cumulativos e graves para a saúde. O excesso de flúor pode provocar fluorose, uma doença que ocorre em concentrações muito altas, comuns em algumas cidades brasileiras, mas não em Ribeirão Preto, onde há controle efetivo da concentração do flúor na água.

Martini ressalta que o flúor, por ser uma droga, pode fazer mal em excesso:

“Toda droga em excesso faz mal.”

A fluoretação da água no estado de São Paulo foi iniciada em outubro de 1985 e desde então houve uma redução significativa na incidência de dentes cariados, perdidos e obturados. Uma investigação realizada entre atrássto e dezembro de 1998, envolvendo 24 regiões de saúde em 133 municípios e 89 mil pessoas examinadas, apontou uma queda de 48% nas cáries entre crianças paulistas.

Assim, a ingestão da água fluoretada protege a população contra a cárie, sendo considerada uma medida democrática devido à sua ampla abrangência.

Apesar da eficácia na prevenção da cárie dental, o flúor deve ser manuseado com cuidado, evitando contato com a pele e os olhos, pois tanto o flúor quanto os íons fluoretos são altamente tóxicos.

Contexto histórico e científico: A petição internacional de 2003 motivou estudos que evidenciam riscos do flúor para a saúde óssea e geral.

Defesa da fluoretação: Especialistas destacam o aumento da dureza do esmalte dentário e a redução da cárie como benefícios da fluoretação.

Controle e efeitos adversos: O excesso de flúor pode causar fluorose, mas o controle da concentração na água em locais como Ribeirão Preto evita esse problema.

Impacto na saúde pública: Estudos mostram redução significativa das cáries em São Paulo após a implementação da fluoretação da água.

Informações adicionais

O flúor é tóxico em contato direto com a pele e olhos, exigindo cuidados no manuseio.

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