Marcos Fava Neves explicou as razões pelas quais o etanol está caro mesmo a região de Ribeirão sendo a maior produtora
A feira AgriShow, em Ribeirão Preto, é um dos eventos mais importantes do agronegócio brasileiro, atraindo a atenção nacional e internacional. Neste ano, o evento destacou o avanço tecnológico do setor, com foco em soluções que visam aumentar a eficiência e a produtividade.
Agro 5.0: Tecnologia de ponta no campo
Segundo o professor Marcos Fava Neves, especialista em agronegócio, a velocidade das inovações no setor já permite falar em “Agro 5.0”. A gestão de propriedades rurais evoluiu da escala de hectares para a de metros quadrados, graças ao uso intensivo de dados, imagens e softwares. A aplicação de produtos químicos, por exemplo, atrásra pode ser direcionada apenas às plantas invasoras, otimizando o uso de recursos e reduzindo custos.
Desafios e oportunidades: o papel do Estado
Apesar dos avanços tecnológicos, o professor Neves destaca a importância da atuação do Estado na facilitação do investimento no setor. Embora reconhecendo a contribuição histórica do setor público por meio de crédito e recursos de bancos de desenvolvimento, ele aponta a necessidade de simplificação de processos burocráticos. A lentidão na liberação de licenças, por exemplo, atrasa investimentos e prejudica o desenvolvimento econômico. O Estado, segundo ele, deve atuar como um “poupa-tempo”, agilizando os processos e facilitando a vida dos empreendedores.
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O futuro do agronegócio: cana, etanol e desafios regionais
A região de Ribeirão Preto, fortemente ligada à produção de cana-de-açúcar e etanol, enfrenta desafios como o aumento dos custos de produção e a estagnação da produtividade por hectare. Para reverter esse cenário, o professor Neves defende a adoção de novas tecnologias que permitam aumentar a produtividade e compensar os custos. Quanto ao preço do etanol, ele explica que a alta é influenciada por fatores externos, como o preço do petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio. Apesar do início da safra, a expectativa é de que os combustíveis permaneçam mais caros em 2024.
Em resumo, o agronegócio brasileiro vive um momento de transformação, impulsionado pela tecnologia e pela busca por maior eficiência. No entanto, desafios como a burocracia estatal e a volatilidade dos preços internacionais de commodities ainda precisam ser enfrentados para garantir o desenvolvimento sustentável do setor.



