Garoto disse em um grupo de Whatsapp que faria um ataque à escola; por ser menor, apenas um ato infracional pode ser registrado
A crescente utilização das redes sociais expõe crianças e adolescentes a novos riscos, como o caso recente de um adolescente que fez ameaças online. Entender as implicações legais e sociais desse tipo de situação é crucial para garantir a segurança de todos.
Responsabilidade Legal e Penal
Do ponto de vista jurídico, a atitude do adolescente configura ameaça, mas, por ser menor de idade, não se enquadra no crime de ameaça. Ele será processado em um processo específico para adolescentes, podendo receber medidas sócio-educativas como advertência ou internação, dependendo da gravidade do caso. É importante ressaltar que, no sistema jurídico brasileiro, os pais não são responsabilizados criminalmente pelos atos de seus filhos menores.
Responsabilidade Social e Prevenção
Embora a responsabilidade criminal não recaia sobre os pais, a responsabilidade social é inegável. Pais e responsáveis devem estar atentos ao uso que seus filhos fazem das redes sociais e educá-los sobre os perigos de ameaças e bullying online. A prevenção é fundamental, e a conscientização por meio da mídia e de programas educativos é crucial para evitar situações como essa. Ações como o programa do sexto simpósio, que aborda o perfil do ofensor virtual, são importantes para a prevenção.
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O Papel da Tecnologia e da Especialização
Apesar da percepção de anonimato na internet, a verdade é que todo ato online deixa rastros. A tecnologia permite o rastreamento da origem de ameaças, desmistificando a ideia de impunidade. No entanto, a falta de especialistas em crimes virtuais, análise criminal e comportamental é uma realidade. A capacitação de profissionais nessas áreas é fundamental para uma melhor identificação, prevenção e resposta a esse tipo de crime. A formação de uma rede de proteção multidisciplinar, envolvendo psicologia, segurança pública e o sistema jurídico, é essencial para lidar com a complexidade desses casos. Evitar o pânico, procurar informações e denunciar são atitudes importantes para quem se sente ameaçado. A colaboração entre alunos, professores, diretores e autoridades é crucial para criar um ambiente escolar mais seguro.
Em resumo, o caso demonstra a necessidade urgente de uma abordagem multifacetada para lidar com ameaças online envolvendo menores. A conscientização, a prevenção e a especialização de profissionais são pilares para garantir um ambiente digital mais seguro e justo para todos.



