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Especialista em educação afirma que as escolas municipais de Ribeirão têm problemas estruturais históricos

Compartilhamento de salas, problemas de ventilação são algumas das queixas; retorno das atividades foi suspenso pela Justiça
escolas municipais Ribeirão
Compartilhamento de salas, problemas de ventilação são algumas das queixas; retorno das atividades foi suspenso pela Justiça

Compartilhamento de salas, problemas de ventilação são algumas das queixas; retorno das atividades foi suspenso pela Justiça

A Justiça do Trabalho de Ribeirão Preto suspendeu o retorno presencial às aulas na rede municipal. A decisão, em caráter liminar, atende a uma ação do sindicato dos servidores, que alegou falta de condições adequadas nas escolas.

Segurança e Infraestrutura em Questão

Para o juiz João Batista Sirifílio, da 4ª Vara do Trabalho, a prefeitura precisa comprovar que as escolas estão preparadas. Isso inclui salas ventiladas, espaço para circulação dos alunos e equipamentos de segurança para os profissionais da educação, como máscaras e calçados descartáveis. O sindicato afirma que essas condições não estão garantidas. A prefeitura, por sua vez, alega ter comprado os equipamentos e realizado laudos de bombeiros, mas admite que há pendências a serem resolvidas em algumas escolas.

Opinião de Especialista

Bianca Correia, especialista em educação e professora da USP de Ribeirão Preto, destaca problemas estruturais históricos nas escolas, agravados pela pandemia. Ela cita exemplos como a falta de ventilação adequada em muitas salas e a impossibilidade de manter o distanciamento em turmas de educação infantil. Além disso, a professora relata relatos de falta de álcool em gel e máscaras de má qualidade em algumas unidades. Correia enfatiza a importância do contato físico na educação infantil, o que dificulta o cumprimento de protocolos rígidos de segurança.

Desafios e Soluções

A especialista questiona o discurso que prioriza apenas as crianças, ignorando as famílias, os professores e demais funcionários das escolas. Ela também critica a comparação com a abertura de bares e restaurantes, argumentando que as escolas possuem uma realidade muito diferente. Correia defende investimentos em infraestrutura, melhoria das condições das escolas e acesso universal à internet, além de medidas para garantir a alimentação das crianças. A professora sugere que o foco deveria ser na proteção da vida, mesmo que isso signifique um prolongamento do ensino remoto. A longo prazo, a solução passa por investimentos em infraestrutura e vacinação.

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