Ouça a coluna ‘CBN Vida e Aposentadoria’ com Hilário Bocchi
Com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.100 e o teto das aposentadorias em R$ 6.433,57, a contribuição para a previdência social exige atenção. As alíquotas de 5%, 11% e 20% variam de acordo com o perfil do trabalhador, e contribuições abaixo do piso não são computadas para fins previdenciários.
Consequências de Contribuições Incorretas
Contribuir com valores abaixo do mínimo acarreta prejuízos significativos. Essas contribuições não são consideradas para carência (número mínimo de contribuições para acesso a benefícios) nem como tempo de contribuição. Embora seja possível fazer a complementação posteriormente, isso dificulta o planejamento previdenciário e pode comprometer o acesso a benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensão por morte, deixando o segurado ou seus dependentes desprotegidos.
Planejamento para Escolha da Alíquota
A escolha da alíquota (5%, 11% ou 20%) impacta diretamente nos benefícios futuros. A busca por pagar menos pode levar à exclusão de direitos, como a aposentadoria por tempo de contribuição, e a redução do valor do benefício. Quem contribuiu com valores acima do salário mínimo durante a vida e reduz para 5% ou 11% pode perder a chance de receber um benefício superior ao mínimo. Contribuições menores resultam em benefícios menores, e a aposentadoria pelo teto é uma ilusão, pois mesmo contribuindo com o teto durante toda a vida, o valor corrigido para os dias atuais pode não alcançar o teto atual.
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Estratégias para Contribuição
Não há uma regra única. Pagar o mínimo pode ser vantajoso para quem prevê uma aposentadoria próxima ao mínimo. Já quem tem uma contribuição média mais alta, pagar o teto pode não aumentar significativamente o benefício futuro. O ideal é calcular a média da aposentadoria com base no histórico de contribuições e, a partir daí, planejar a contribuição até a data da aposentadoria, considerando as diferentes simulações (teto, mínimo e média).