Vitor Engracia Valenti é a favor da imunização contra a Covid-19 de jovens a partir de 12 anos
A vacinação de adolescentes contra a Covid-19 com a vacina Pfizer gerou debates e questionamentos. Para esclarecer dúvidas, conversamos com o professor e pesquisador da UNESP, Vítor Em Graça e Avalente.
Reações adversas da vacina Pfizer em adolescentes
Estudos indicam que, assim como qualquer medicamento ou vacina, reações adversas raras e graves podem ocorrer com a Pfizer. Em adolescentes, observou-se um pequeno percentual de casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e pericardite (inflamação da membrana que envolve o coração). No entanto, essas inflamações foram geralmente leves e os pacientes se recuperaram após tratamento. Não há registros comprovados de óbitos relacionados à vacina em adolescentes.
Análise de risco-benefício da vacinação
O professor Vítor destaca a importância da análise de risco-benefício. Um editorial na revista Nature apontou que a não vacinação de adolescentes e crianças poderia levar a Covid-19 a se tornar predominante nessa faixa etária, aumentando a vulnerabilidade a novas mutações e possíveis formas mais agressivas do vírus. Comparando a probabilidade de miocardite pela Covid-19 com a probabilidade pela vacina, o risco é significativamente maior sem a vacinação. A decisão de vacinar, portanto, deve considerar a proteção contra a doença em si, que é muito maior do que o risco de reações adversas raras.
Leia também
Recomendações das entidades de saúde
Organizações como o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) recomendam a vacinação de adolescentes com base em uma análise de risco-benefício. Esses órgãos consideram os benefícios da proteção contra a Covid-19 superiores aos riscos de reações adversas raras, como a miocardite. A vacinação continua sendo a melhor forma de combate à doença.



