Uma criança de três anos morreu no final de semana após ser picada pelo aracnídeo
Ribeirão Preto, construída sobre solo escorpioníco, enfrenta altos índices de acidentes com animais peçonhentos. Segundo Lúcia Tavera, especialista que trabalhou 20 anos na Secretaria de Saúde da cidade, a capacitação de profissionais é crucial para lidar com essa questão de saúde pública.
Capacitação profissional e grupos de risco
A capacitação dos funcionários das prefeituras é essencial para o atendimento de notificações de ocorrência de escorpiões em domicílios. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis a acidentes, devido à menor resistência. A gravidade do acidente depende da espécie do escorpião, do local da picada (afetando a velocidade de absorção do veneno) e da quantidade de veneno injetado.
Espécies perigosas e notificação
O escorpião Tityus serrulatus é o que predomina na região e o que causa os acidentes mais graves, podendo levar à morte. A população deve notificar imediatamente o controle de vetores do município sobre qualquer acidente ou avistamento de escorpiões ou outros animais peçonhentos, como aranhas. A notificação permite à Secretaria de Saúde realizar o controle desses animais, incluindo vistorias na casa afetada e nas casas vizinhas, considerando o raio de ação dos escorpiões.
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Prevenção e cuidados
Para evitar acidentes, é fundamental manter a limpeza de terrenos e casas, eliminando locais que possam servir de abrigo para escorpiões. A manutenção de construções e o armazenamento adequado de materiais de construção também são importantes. A população de Ribeirão Preto pode entrar em contato com a vigilância ambiental em saúde pelo número 3628-25 para notificar acidentes ou avistamentos e obter orientações. Além dos escorpiões, a prevenção de outras doenças como dengue também é crucial, exigindo atenção constante à limpeza e manutenção dos quintais.



