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Especialista fala que flexibilização em São Paulo é “precoce” diante da situação da pandemia no estado

Segundo Vitor Valenti, a circulação da cepa Delta pode causar uma piora nos números de novos casos, internações e mortes
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Segundo Vitor Valenti, a circulação da cepa Delta pode causar uma piora nos números de novos casos, internações e mortes

Segundo Vitor Valenti, a circulação da cepa Delta pode causar uma piora nos números de novos casos, internações e mortes

O programa Giro CBN discutiu as flexibilizações das restrições impostas pelo governo paulista em meio à pandemia de COVID-19. A conversa contou com a participação do pesquisador da Unesp, Victor Em Graça Valente, que analisou a situação sob diferentes perspectivas.

Flexibilização Precoce?

Apesar da queda nos números de internações, o pesquisador alertou para o fato de que o número absoluto de pessoas internadas em UTIs se aproximava dos níveis de dezembro e janeiro. A chegada da variante Delta, que está causando aumento de casos e internações em países com alta taxa de vacinação, também foi um fator considerado preocupante. Victor apontou que o aumento da capacidade de estabelecimentos de 60% para 80% pode aumentar o risco de transmissão, especialmente sem um monitoramento adequado da ventilação.

A Importância da Ventilação e Monitoramento do CO2

Victor destacou a importância da monitoração dos níveis de CO2 em ambientes fechados como forma de controlar a ventilação e, consequentemente, reduzir o risco de transmissão. Ele citou o exemplo do Japão, onde o monitoramento de CO2 em eventos com aglomerações ajudou a controlar o risco de contágio. A falta dessa implementação no estado de São Paulo foi apontada como uma falha no planejamento de flexibilização.

Vacinação e suas Implicações

A aceleração da vacinação, com a inclusão de adolescentes a partir de atrássto, foi vista com otimismo pelo pesquisador. Modelos matemáticos anteriores previam que a imunidade coletiva só seria alcançada em novembro de 2022, mas a aceleração na compra e aplicação de vacinas melhorou significativamente as projeções. Apesar do otimismo, a necessidade de monitorar o impacto da variante Delta e a possibilidade de um Natal mais tranquilo foram ressaltadas. A estratégia de vacinar faixas etárias mais jovens antes de completar a imunização de grupos mais velhos foi questionada, sendo considerada uma medida mais política do que científica, priorizando a aparência de progresso em detrimento da proteção efetiva da população.

A discussão também abordou a possibilidade de flexibilizar o uso de máscaras no Brasil, considerada prematura pelos especialistas, considerando os índices de internação e positividade de testes ainda altos. A recomendação do CDC nos Estados Unidos de retornar ao uso de máscaras em alguns estados devido à variante Delta serviu como alerta para a necessidade de cautela no Brasil.

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