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Especialista fala sobre clima de terror vivido em Ribeirão após execução de homem do bairro Adelino Simioni

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Clima de terror em Ribeirão
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A onda de insegurança em Ribeirão Preto, desencadeada após a morte de um homem no bairro Adelino Simione, continua a gerar repercussão. Moradores e comerciantes da zona norte, especialmente nos bairros Adelino Simione e Heitor Rigon, relatam alterações em sua rotina.

A Sensação de Insegurança Coletiva

Manuel Ferreira, especialista em segurança pública, analisa a situação, destacando a sensação de insegurança que se instala na população. Ele pondera que, além do homicídio, o único outro incidente foi a queima de um ônibus. Ferreira ressalta que a velocidade da comunicação moderna, através de celulares e outros dispositivos, amplifica a disseminação de informações negativas, levando ao pânico.

Apesar dessa sensação, Ferreira observa a presença de um grande número de viaturas nas ruas, indicando um esforço das autoridades. Ele explica que o aumento do policiamento pode, paradoxalmente, intensificar a sensação de insegurança, pois a população associa essa movimentação a algo grave. No entanto, ele enfatiza que o objetivo é justamente o contrário: aumentar a segurança.

Ações das Autoridades e o Tempo da Resposta

A tranquilidade da população, segundo Ferreira, retornará quando os resultados das ações das autoridades se tornarem visíveis. Ele defende um trabalho conjunto das polícias, com investigação e prevenção atuando em paralelo, utilizando inteligência e eficácia.

Questionado sobre a natureza do trabalho policial, Ferreira afirma que deve ser ostensivo e de acompanhamento, com as polícias trabalhando em conjunto. Enquanto uma parte investiga, a outra realiza o trabalho preventivo, ostensivo e de inteligência.

Vandalismo e o Calor do Momento

Ferreira aborda ainda os atos de vandalismo que frequentemente acompanham situações de crise. Ele explica que, muitas vezes, esses atos não têm relação direta com o evento principal, mas são oportunizados pelo “calor do momento”. Pessoas que normalmente não teriam coragem de agir, encontram incentivo na situação e se juntam aos atos de vandalismo.

Ele exemplifica com a queima de ônibus, que pode ser um ato isolado, sem ligação com o homicídio. Vândalos aproveitam a situação para agir por impulso, influenciados por outros e por suas próprias opiniões. A situação caótica cria um precedente para que pessoas que sempre tiveram a vontade de cometer tais atos, mas nunca tiveram coragem, ajam na emoção.

Em resumo, a situação em Ribeirão Preto exige uma análise cuidadosa, separando a sensação de insegurança da realidade dos fatos e compreendendo os fatores que levam a atos de vandalismo. A colaboração entre as forças de segurança e a comunicação transparente com a população são cruciais para restabelecer a ordem e a tranquilidade.

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