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Especialista garante que ‘caso Titoto’ não será prescrito pela Justiça

Fazendeiro é acusado de matar um bancário, em 2003, mas a condenação, de 25 anos, só saiu em 2017
caso Titoto
Fazendeiro é acusado de matar um bancário, em 2003, mas a condenação, de 25 anos, só saiu em 2017

Fazendeiro é acusado de matar um bancário, em 2003, mas a condenação, de 25 anos, só saiu em 2017

Um crime ocorrido há 20 anos em Ribeirão Preto pode ter sua condenação anulada. A defesa de Alexandre Titoto, acusado de matar o diretor de um banco francês, Carlos Alberto de Souza Araújo, em fevereiro de 2003, busca a anulação do julgamento.

O Crime e a Condenação

O Ministério Público sustenta que Araújo foi agredido em um prédio em Ribeirão Preto e posteriormente enterrado vivo na zona rural de Serrana. O motivo teria sido uma briga pela venda de um carro avaliado em mais de R$ 400 mil. O comprador, Alexandre Titoto, não teria pago a vítima. Em 2017, Titoto foi condenado a 25 anos de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado, mas ficou menos de um dia preso devido a um recurso que o mantém solto enquanto o caso é questionado na justiça.

Recursos e a Justiça

Dirce Araújo, mãe da vítima, cobra justiça pela morte do filho e sofre com o fato do condenado estar solto. O advogado criminalista Leonardo Afonso Pontes explica que, segundo a lei, Titoto só poderá ser preso após todas as instâncias judiciais avaliarem o caso. O recurso foi apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, posteriormente, podem haver outros recursos, inclusive ao STJ em Brasília. Em 2019, a defesa conseguiu reduzir a pena para 18 anos e 8 meses. Atualmente, a defesa questiona as respostas dos jurados na decisão da condenação. O advogado afirma que, apesar do tempo de espera gerado pelos recursos, a prescrição do crime é improvável devido à gravidade da pena aplicada.

Contradições e o Futuro do Caso

A defesa de Alexandre Titoto alega contradições nos quesitos da votação do júri popular de 2017 como justificativa para o recurso. O caso demonstra a complexidade do sistema jurídico e a longa espera por justiça para a família da vítima, enquanto o réu permanece solto. A busca por justiça continua, com a expectativa de que o caso seja resolvido de forma justa e definitiva.

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