Instituto de Previdência dos Municipiários fechou 2018 com déficit de aproximadamente R$ 300 milhões
A Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta um grande desafio: a imensa dívida do Instituto de Previdência dos Municípios (IPM), que já ultrapassa R$ 300 milhões.
Déficit Previdenciário e Consequências
Uma das consequências mais graves dessa situação foi a falta de pagamento dos benefícios de dezembro para os servidores aposentados e pensionistas. O IPM paga benefícios a mais de 5.500 pessoas, com contribuições de 11% dos servidores e 22% da prefeitura, totalizando 33%. No entanto, o valor pago em aposentadorias é superior ao arrecadado, gerando um déficit crescente. A folha de pagamento chega a R$ 35 milhões, recurso que poderia ser destinado a outras áreas como segurança, educação e saúde.
A Busca por Soluções
A prefeitura prometeu o pagamento dos benefícios atrasados até o dia 8 de janeiro, o quinto dia útil do mês, e também o pagamento dos salários dos servidores da ativa. Para o advogado especialista em previdência Hilário Boque, a solução a longo prazo passa pela aprovação de uma previdência complementar para os servidores públicos, com aposentadoria limitada ao teto da previdência social. Essa medida, segundo ele, evitaria problemas ainda maiores no futuro, garantindo os direitos adquiridos para quem ingressou no sistema antes de eventuais reformas.
Um Problema sem Solução Imediata
Embora a prefeitura tenha se comprometido com o pagamento dos atrasados, o problema estrutural persiste. O número de servidores ativos é quase igual ao de aposentados e pensionistas, indicando que o déficit tende a aumentar. A situação demonstra a necessidade de medidas urgentes e eficazes para garantir a sustentabilidade do IPM e evitar novos impactos negativos para os servidores e para a população de Ribeirão Preto.



