Ribeirão informou que não iria fornecer merenda aos alunos do ensino remoto, mas voltou atrás; professor José Marcelino analisa
Nesta semana, o programa Manhã CBN debateu a retomada das aulas presenciais na rede municipal de Ribeirão Preto, após um ano e meio de ensino remoto devido à pandemia. A volta às aulas foi aguardada por alunos, pais, professores e a Secretaria da Educação, mas trouxe consigo novos desafios.
Segurança Sanitária e o Retorno às Aulas
O retorno presencial só foi possível após a garantia de segurança sanitária, com medidas determinadas pela Justiça do Trabalho: contratação de médicos para orientação sobre distanciamento, higiene e limite de capacidade, além da vacinação completa dos servidores. No entanto, uma nova polêmica surgiu: a distribuição da merenda escolar.
A Polêmica da Merenda Escolar
Inicialmente, a prefeitura decidiu fornecer a alimentação apenas para os alunos presentes na escola, excluindo aqueles que optaram pelo ensino remoto. Essa medida foi questionada pelo Ministério Público, que a considerou um direito básico, principalmente para famílias em situação de vulnerabilidade. Diante da pressão, a Secretaria de Educação voltou atrás e garantiu a entrega da merenda para todos os alunos.
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Desafios e Soluções para o Futuro da Educação
Em entrevista ao programa, o professor José Marcelino Pinto, especialista em políticas de educação da USP de Ribeirão Preto, destacou que a educação envolve diversos aspectos, como alimentação, transporte e inclusão social. Ele alertou para a necessidade de diálogo e bom senso na tomada de decisões, criticando a falta de planejamento e a priorização de ações cosméticas nas escolas em detrimento de melhorias estruturais. O professor defendeu a importância de um suporte multidisciplinar para os alunos, com psicólogos e assistentes sociais, além de um maior investimento na formação e no suporte aos professores. Enfatizou a necessidade de repensar os arranjos escolares, considerando o número de alunos por turma e a importância da interação social, sem deixar de lado os protocolos de segurança sanitária. Por fim, alertou para a PEC 13, que pode anistiar prefeitos que não cumpriram o investimento mínimo de 25% na educação, prejudicando o futuro da educação no país.
O debate sobre a volta às aulas presenciais em Ribeirão Preto expôs a complexidade dos desafios enfrentados pela educação, que vão além da questão pedagógica, envolvendo aspectos sociais e econômicos que exigem soluções integradas e um olhar atento para as necessidades dos alunos e dos profissionais da educação.



