Vitor Valenti lembra que a comprovação de imunização é normal para várias doenças, como o sarampo, há muitos anos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou a fiscalização do comprovante de vacinação contra a Covid-19 para viajantes que entram no Brasil, em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fiscalização em Aeroportos e Fronteiras
Postos de fronteira e aeroportos com voos internacionais estão notificados da nova exigência. Em Viracopos (Campinas), a medida já resultou em passageiros sem o comprovante de vacinação sendo impedidos de embarcar. Em Guarulhos (São Paulo), houve relatos de confusão, mas a exigência está em vigor.
A Necessidade do Passaporte de Vacinação
Para o professor e pesquisador da Unesp de Marília, Vitor Valente, a medida é crucial para a segurança sanitária do país e do mundo. Ele destaca que a exigência de comprovação vacinal para viagens internacionais não é novidade, sendo comum a solicitação de vacinas contra sarampo e influenza. O passaporte de vacinação ajuda a controlar a pandemia e outras doenças, como a malária em regiões específicas do Brasil.
Combate ao Turismo Anti-Vacina
O STF demonstra preocupação com o crescimento do movimento anti-vacina, que triplicou nos últimos anos devido à disseminação de fake news. A medida visa evitar que o Brasil se torne um foco de pessoas não vacinadas. A eficácia da vacinação, especialmente com três doses, contra variantes como a Ômicron, também foi abordada. Estudos preliminares indicam que três doses da vacina Pfizer oferecem proteção similar à de duas doses contra variantes anteriores, reforçando a importância da vacinação de reforço para a população acima de 18 anos.
A decisão da Anvisa, portanto, busca proteger a saúde pública nacional, controlando a entrada de doenças e combatendo a propagação de informações falsas que colocam em risco a saúde coletiva. A medida, embora possa gerar transtornos pontuais, se mostra fundamental para a segurança sanitária do país.


