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Especialista reforça vacinação e cuidados para reduzir doenças respiratórias no inverno

Médico destaca importância da imunização, uso de máscara em caso de sintomas e alerta para os riscos da automedicação durante período de maior circulação de vírus
vacinação
Andrea Piacquadio/ Pexels

As mudanças frequentes de temperatura e o aumento da circulação de vírus respiratórios elevam os casos de gripes, resfriados e outras infecções típicas do inverno. Segundo o coordenador do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed, Ramiro Teixeira Hernandes, medidas simples de prevenção e a vacinação são fundamentais para reduzir casos graves da doença.

O especialista destaca que, além dos cuidados individuais, é importante adotar comportamentos que evitem a transmissão dos vírus, especialmente em ambientes fechados e durante o contato com pessoas mais vulneráveis, como idosos e crianças.

Prevenção

Entre as principais orientações, o médico recomenda o uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios em locais fechados, além de cobrir o rosto ao tossir ou espirrar e manter os ambientes bem ventilados.

A higienização frequente das mãos também é apontada como uma medida essencial, principalmente após assoar o nariz ou tocar o rosto. Segundo o especialista, esses cuidados ajudam a reduzir a disseminação dos vírus. Outra recomendação é evitar contato próximo com pessoas mais suscetíveis às complicações das infecções respiratórias quando houver sintomas, diminuindo o risco de transmissão.

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Vacinação

Ramiro Hernandes reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenir casos graves de doenças respiratórias. Entre os imunizantes disponíveis, ele destaca as vacinas contra gripe, Covid-19, pneumococo e vírus sincicial respiratório.

Segundo o médico, um dos principais equívocos é acreditar que a vacina impede totalmente o surgimento da doença. O objetivo da imunização, explica, é reduzir o risco de internações e de complicações mais severas. O especialista também lembra que gestantes podem receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório no fim da gravidez, permitindo a transferência de anticorpos para o bebê e oferecendo proteção nos primeiros meses de vida.

Atenção aos sintomas

O médico alerta que idosos e pessoas com baixa imunidade podem apresentar sintomas diferentes dos quadros respiratórios tradicionais. Em alguns casos, alterações de comportamento e confusão mental podem ser os primeiros sinais da doença.

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Ele orienta que pessoas com sintomas mais intensos procurem atendimento médico para avaliação, evitando a automedicação, já que infecções respiratórias podem ser causadas por vírus ou bactérias e exigem tratamentos distintos. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde citados durante a entrevista, Ribeirão Preto registrou 667 internações por doenças respiratórias no primeiro semestre, sendo 58 entre pessoas com mais de 80 anos.

Além das orientações para o período de maior circulação de vírus, a Secretaria Municipal da Saúde iniciou a aplicação da vacina pneumocócica 20-valente para crianças menores de 5 anos. O novo imunizante passa a integrar um esquema de transição com a pneumo 10, utilizando doses aos 2 e 12 meses com a pneumo 20 e a dose dos 4 meses com a pneumo 10, enquanto houver estoque da vacina anterior.

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