Exposição ao sol pode causar hipertermia e câncer de pele
Ribeirão Preto enfrenta temperaturas extremas, com 38 graus e sensação térmica de 41 graus registrados nesta semana, um recorde para o ano. A umidade do ar de apenas 15% transforma a cidade em um verdadeiro deserto, mesmo em pleno inverno.
Ondas de calor e seus impactos na população
A previsão é de que o calor e a seca persistam nos próximos dias, forçando a população a buscar alternativas para enfrentar as altas temperaturas. Trabalhadores que ficam expostos ao sol o dia todo relatam dificuldades, recorrendo a medidas improvisadas como o consumo excessivo de água para se manterem hidratados. A situação é descrita como "escaudante" e "insuportável" pelos moradores.
Recomendações médicas para proteção contra o calor
Diante desse cenário, especialistas alertam para os riscos à saúde. A dermatologista Ana Flávia Rodrigues destaca a importância de medidas de fotoproteção além do uso do protetor solar, como ficar na sombra, usar chapéu, boné e viseiras, e evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h. Ela enfatiza a necessidade de um protetor solar com FPS 30 ou superior, com proteção contra raios UVA e UVB, e a reaplicação regular do produto. O cardiologista Maurício Zangrando chama atenção para os perigos da hipertermia, causada pela exposição excessiva ao calor, que pode levar à perda de eletrólitos e causar sintomas como fraqueza, sonolência, vermelhidão, transpiração excessiva, dor de cabeça, palidez, aumento da frequência cardíaca e respiratória, tonturas, náuseas, câimbras e desmaio. A hidratação constante e a proteção solar são cruciais para prevenção.
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A combinação de altas temperaturas e baixa umidade exige cuidados redobrados da população. A hidratação adequada, a proteção solar eficaz e a atenção aos sinais de hipertermia são fundamentais para enfrentar esse período de calor extremo e preservar a saúde.