Adesão às campanhas tem diminuído no estado; três casos da doença foram registrados em Sertãozinho
O sarampo, doença viral aguda e altamente contagiosa, tem apresentado aumento de casos, preocupando autoridades e população. Seus sintomas são semelhantes aos da gripe ou dengue, e não há tratamento específico, apenas prevenção por meio da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola).
Vacinação em queda e consequências
A queda na cobertura vacinal é apontada como principal causa do ressurgimento do sarampo. Profissionais de saúde observam que muitos pais têm deixado de vacinar seus filhos, contribuindo para o aumento de casos em diversas cidades. Em Franca, por exemplo, os índices de cobertura vacinal ficaram abaixo da meta, enquanto em Sertãozinho, apesar de altos, não atingiram 100% da população.
Impacto regional e medidas de controle
O aumento de casos tem sido registrado em várias cidades do estado de São Paulo, com relatos de crianças infectadas, inclusive bebês com menos de um ano. Em Sertãozinho, foram registrados três casos na mesma semana, todos em crianças. A Secretaria de Saúde garante a adoção de medidas para bloquear a transmissão, incluindo a vacinação de crianças a partir de seis meses em casos de surto. Em Ribeirão Preto, apesar da campanha de vacinação ainda em andamento, os números de 2023 ainda não foram fechados, mas a cidade apresenta índices acima da meta desde 2016.
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Conscientização como fator chave
Para especialistas, a conscientização da população sobre a importância da vacinação é fundamental para o controle do sarampo. A vacina protege o indivíduo e impede a transmissão da doença, sendo crucial para proteger também crianças menores de um ano, que ainda não podem ser imunizadas. A disseminação de notícias falsas sobre os riscos da vacinação contribui para a hesitação dos pais em vacinar seus filhos, perpetuando o ciclo de contágio.



