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Especialistas apontam o que o Brasil deve fazer para fomentar a ciência

Astronauta Marcos Pontes terá a missão de comandar o Ministério da Ciência e Tecnológica no Brasil na gestão Bolsonaro
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Astronauta Marcos Pontes terá a missão de comandar o Ministério da Ciência e Tecnológica no Brasil na gestão Bolsonaro

Astronauta Marcos Pontes terá a missão de comandar o Ministério da Ciência e Tecnológica no Brasil na gestão Bolsonaro

Três dias após sua eleição, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o astronauta Marcos Pontes como ministro da Ciência e Tecnologia. A nomeação gerou expectativas e questionamentos sobre os desafios que o novo ministro enfrentará.

Desafios da Ciência Brasileira

Pontes terá a difícil missão de promover a ciência brasileira no exterior e atrair investimentos para programas federais. Pesquisadores, como Eurico Arruda, presidente da comissão de pesquisas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, destacam a necessidade de maior investimento em pesquisa científica. Arruda argumenta que a redução de gastos em pesquisa tem efeitos negativos a longo prazo, comprometendo o desenvolvimento científico do país e desestimulando a carreira de pesquisador.

Necessidade de Investimento e Coordenação

Vanderlanda Silva-Bausani, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, enfatiza a importância de investir em áreas menos valorizadas, como as ciências humanas, para fortalecer a ciência brasileira como um todo. Carlos Carlote Jr., professor da pós-graduação da USP de Ribeirão Preto, aponta a falta de coordenação entre as agências de fomento (como Capes, CNPq e Finep) como um entrave ao progresso científico. Ele defende uma maior integração entre essas agências para otimizar os recursos e alcançar melhores resultados.

Expectativas para o Futuro

Apesar dos desafios, há otimismo quanto ao futuro da ciência brasileira. Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente da Capes, acredita na possibilidade de avanços em áreas estratégicas, como doenças tropicais e energias renováveis. A falta de investimento em pesquisa e inovação, no entanto, mantém o país dependente tecnologicamente. Políticas públicas eficazes são essenciais para impulsionar o desenvolvimento industrial, a competitividade internacional e o fortalecimento da economia brasileira.

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