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Especialistas apontam que a falta de definição precisa de obesidade como doença dificulta tratamento

Fernanda Nobre fala sobre estudos que apontam como o conflito entre o conceito de doença e fator de risco dificultam os cuidados
obesidade como doença
Fernanda Nobre fala sobre estudos que apontam como o conflito entre o conceito de doença e fator de risco dificultam os cuidados

Fernanda Nobre fala sobre estudos que apontam como o conflito entre o conceito de doença e fator de risco dificultam os cuidados

Obesidade: Uma doença que precisa de definição clara

A obesidade, que atinge mais de um bilhão de pessoas, ainda não possui uma definição precisa na comunidade científica, social e de saúde pública. Essa falta de clareza dificulta diagnósticos e tratamentos eficazes, além de perpetuar estigmas e preconceitos. Especialistas defendem a classificação da obesidade como doença crônica, e não apenas como um fator de risco para outras doenças.

Avanços na definição e tratamento da obesidade

Em junho de 2023, durante o Congresso Vubizete em São Paulo, a Comissão para a Definição do Diagnóstico da Obesidade Clínica anunciou o desenvolvimento de uma definição mais precisa para a doença. O Dr. Ricardo Cohen, coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destacou que a definição atual é muito abrangente e não atende às necessidades atuais. A nova definição visa esclarecer as estratégias de prevenção e tratamento, combatendo concepções errôneas sobre a reversibilidade da obesidade e a culpabilização dos indivíduos acometidos.

O caminho para um tratamento mais eficaz

A dificuldade em definir a obesidade está ligada à sua classificação como fator de risco, mesmo existindo critérios para considerá-la uma doença. A falta de uma identidade própria para a obesidade resulta na ausência de uma ciência específica e de sintomas claramente estabelecidos. O estudo em desenvolvimento busca criar critérios de diagnóstico claros para adultos, crianças e adolescentes, redefinir os resultados esperados dos tratamentos, definir a remissão clínica e propor recomendações para a prática clínica e políticas de saúde pública. O objetivo é transformar o tratamento da obesidade globalmente e ampliar o acesso aos cuidados necessários, combatendo o estigma e o preconceito associados à doença.

É crucial que a obesidade seja reconhecida por médicos, profissionais de saúde e pacientes como uma doença que requer atenção médica específica, e não como um mero problema estético. Somente com uma definição clara e um tratamento adequado, poderemos enfrentar os desafios impostos por essa condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

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