Caso as temperaturas continuem subindo, a expectativa é que quase toda população mundial esteja exposta ao mosquito em 50 anos
O aquecimento global tem intensificado um problema de saúde pública: o aumento da proliferação e longevidade do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Mosquito Aedes Aegypti: Proliferação e Longevidade
Estudos revelam que, até o fim do século, um bilhão de pessoas podem estar expostas a mosquitos portadores de doenças devido às mudanças climáticas. As temperaturas mais elevadas favorecem a proliferação do Aedes aegypti, aumentando não apenas sua população, mas também seu ciclo de vida.
Riscos e Implicações para a Saúde Pública
O aumento da presença do mosquito e seu ciclo de vida prolongado resultam em um cenário preocupante. Segundo especialistas, a dengue, antes restrita a determinadas épocas do ano, tornou-se uma endemia, com registros de casos durante todo o ano. O clima mais ameno, com chuvas em períodos incomuns, contribui para a proliferação do mosquito, exigindo estratégias de combate durante os 365 dias do ano. Além disso, o Aedes aegypti demonstra maior capacidade de adaptação, buscando abrigo em residências durante períodos de frio, aumentando o risco de infestação em ambientes domésticos.
Leia também
Ações Necessárias para o Combate
A problemática exige ações urgentes. A preservação e recuperação de áreas florestais, o plantio de árvores, a criação de parques e reservas naturais são medidas cruciais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A redução do uso de combustíveis fósseis, por meio do incentivo ao uso de bicicletas e transporte público, também se mostra fundamental. O debate sobre o tema precisa ser intensificado, com a adoção de medidas eficazes para proteger a população dos riscos associados à proliferação do mosquito Aedes aegypti. A previsão é que, com o aumento da temperatura, as transmissões de doenças pelo mosquito ocorram durante todo o ano, com maior intensidade.



