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Especialistas dão orientações para dias de tempestade

Fortes chuvas têm causado alagamentos em diversas cidades da região
dias de tempestade
Fortes chuvas têm causado alagamentos em diversas cidades da região

Fortes chuvas têm causado alagamentos em diversas cidades da região

As chuvas de verão e os ventos fortes que as acompanham têm causado transtornos em Ribeirão e região. No último sábado, a força da natureza provocou a queda de árvores, alagamentos e momentos de susto para a população.

Chuvas e ventos fortes: um fenômeno comum?

De acordo com meteorologistas, os fortes ventos e chuvas intensas são comuns nessa época de transição para a primavera. A aproximação de uma frente fria com temperaturas mais altas faz com que o ar quente e úmido suba, pressionando o ar frio para baixo e gerando correntes de vento que podem chegar a 50 km/h.

Segurança em dias de tempestade

O bombeiro civil Danielson Vieira Teixeira alerta para a necessidade de cuidados em situações de ventos fortes e chuvas. Recomenda-se evitar o contato direto com o vento, buscando abrigo em locais seguros, longe de árvores e estruturas que possam ceder. Abrigos como comércios também são opções. É importante evitar locais como postos de gasolina, devido ao risco de incêndio.

Mudanças climáticas e a influência humana

O professor de ciências atmosféricas da USP, Augusto José Pereira Filho, explica que, embora essas alterações climáticas possam ser consideradas normais, a interferência humana e a poluição contribuem para agravar os efeitos. Na região metropolitana, por exemplo, enchentes no verão são comuns devido à ilha de calor, proximidade do oceano e chuvas intensas. As precipitações mais fortes, embora menos frequentes, ocorrem de forma aleatória em todo o país. O aumento da temperatura do ar e dos oceanos intensifica a evaporação, levando a chuvas mais fortes. Embora haja uma variabilidade climática natural, os impactos da ação humana são inegáveis, principalmente em áreas urbanas.

Eventos climáticos extremos, como as fortes chuvas de 1983 e 1997-98 e o El Niño de 2016, demonstram a ciclicidade desses fenômenos. A memória curta da população muitas vezes faz com que se esqueça desses eventos passados. A ação humana, no entanto, intensifica os impactos, principalmente em áreas urbanas, alterando a meteorologia e a hidrologia local.

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