Especialistas elaboram projeto “Mapa do Caminho” para proteção do Aquífero Guarani em Ribeirão
Após um mês de intensa cobertura da COP30, é hora de refletir sobre os resultados, as discussões e as possíveis aplicações. Um fórum recente em Ribeirão Preto reuniu especialistas para analisar os impactos da COP30 na região e propor caminhos para o cenário regional.
A COP30 e as Questões Locais
A geógrafa e pesquisadora da Unicamp, Isabela de Castilho Barbosa, vice-presidente da Associação de Defesa Regional do Meio Ambiente (Soderma) e especialista em águas subterrâneas do Aquífero Guarani, ressalta a importância de conectar as discussões globais da COP com as ações locais. Segundo ela, as questões locais são a aplicação prática do que foi debatido internacionalmente.
Mapa do Caminho para a Conservação do Aquífero Guarani
Isabela, representando a Soderma, levou as demandas e propostas de Ribeirão Preto e região para a COP30, buscando soluções para enfrentar as mudanças climáticas. Uma das propostas do Brasil na COP30 foi o “mapa do caminho”, que será construído a partir do próximo ano. A ideia é criar um mapa do caminho para a conservação do Aquífero Guarani na região de Ribeirão Preto, reunindo grupos de trabalho com diversos temas relacionados às mudanças climáticas e à gestão hídrica.
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Preocupações e Soluções para o Futuro Hídrico
A pesquisadora enfatiza a importância de antecipar os problemas relacionados à escassez de água. A solução envolve acompanhar pesquisas e elaborar um pré-projeto do mapa do caminho, utilizando estudos sobre os impactos das mudanças climáticas nas áreas de recarga do Aquífero Guarani. A gestão integrada de recursos hídricos, a preocupação com a abertura e o abandono de poços, e a contaminação do aquífero são pontos cruciais a serem considerados.
O projeto do mapa do caminho contará com a participação de diversos grupos de trabalho. A Soderma divulgará um formulário para voluntários interessados em colaborar. Empresas privadas também demonstraram interesse em contribuir para a construção desse plano, que visa garantir a segurança hídrica da região e a conservação do Aquífero Guarani.
A atenção contínua e a responsabilidade na exploração desse recurso são essenciais para evitar crises hídricas e preservar esse patrimônio da humanidade.



