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Especialistas lamentam o posicionamento do Ministério da Saúde que vetou a vacinação de adolescentes

Médico Luis Fernando Correa e o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabile, dizem que não há indícios de que a vacinação é perigosa
vacinação de adolescentes
Médico Luis Fernando Correa e o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabile, dizem que não há indícios de que a vacinação é perigosa

Médico Luis Fernando Correa e o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabile, dizem que não há indícios de que a vacinação é perigosa

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão da vacinação contra a Covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos, gerando polêmica e discordância em diversos estados brasileiros. A decisão, baseada em notificações de reações adversas e um óbito de uma adolescente de 16 anos após receber a vacina Pfizer, foi considerada prematura e equivocada por especialistas e autoridades estaduais.

Reações Adversas e Fake News

A justificativa do Ministério da Saúde para a suspensão da vacinação se baseou em cerca de 1500 notificações de reações adversas em adolescentes, além do óbito da jovem de 16 anos. No entanto, é importante ressaltar que a relação causal entre a vacina e a morte ainda não foi estabelecida. Além disso, a afirmação de que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a vacinação de adolescentes é uma fake news. A OMS, na verdade, prioriza a vacinação de grupos de risco, mas recomenda a imunização de adolescentes assim que os grupos prioritários forem atendidos. A Anvisa também se manifestou, afirmando não haver evidências para mudar a recomendação de uso da vacina Pfizer em adolescentes.

Posição dos Estados e Especialistas

Diversos estados, como São Paulo, se posicionaram contra a decisão do Ministério da Saúde, mantendo a vacinação em adolescentes. A Secretaria de Saúde de São Paulo destacou que três em cada dez adolescentes que morreram de Covid-19 na capital paulista não tinham comorbidades e que a vacinação já havia alcançado 72% do público-alvo na faixa etária de 12 a 17 anos. Especialistas da Fiocruz reforçaram que a decisão do Ministério da Saúde não tem embasamento científico e pode ser uma manobra para desviar o foco de investigações sobre a pandemia. Eles também alertaram para os riscos de um possível aumento de casos de Covid-19 em adolescentes, caso a vacinação seja interrompida.

A decisão do Ministério da Saúde gerou grande controvérsia, com estados e especialistas contestando a falta de embasamento científico e a disseminação de informações falsas. A manutenção ou não da vacinação em adolescentes continua sendo um assunto de debate, com a necessidade de transparência e base científica para garantir a saúde da população.

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