Por mais 20 anos a ave foi considerada extinta na flora; ouça a coluna ‘CBN Sons da Terra’ com a equipe do Terra da Gente
A ararinha-azul, ave exclusiva da caatinga brasileira, foi considerada extinta na natureza no final dos anos 90. Após mais de duas décadas, um projeto de recuperação conseguiu reintroduzir a espécie ao seu habitat natural, trazendo esperança para a conservação da biodiversidade brasileira.
O Retorno da Ararinha-Azul
Graças ao trabalho de pesquisadores e à criação de um plano de ação nacional, ararinhas-azuis criadas em cativeiro estão sendo soltas na caatinga. O processo, chamado de soltura branda, garante suporte alimentar e auxílio inicial às aves, aumentando as chances de sobrevivência. Algumas ararinhas, após se dispersarem do grupo, foram resgatadas e reintegradas ao recinto de soltura, que permanece com acesso livre.
Ameaças e a Importância da Comunidade
Apesar do sucesso da reintrodução, as ararinhas-azuis ainda enfrentam ameaças como a competição por recursos com abelhas, colisões com linhas de transmissão de energia e o tráfico de animais. A participação da comunidade local é fundamental para o sucesso do projeto. Através de programas de rádio, grupos de WhatsApp e contato direto, a população é informada sobre a importância da conservação da espécie e como contribuir para sua proteção.
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Um Futuro Promissor
O projeto de recuperação da ararinha-azul demonstra a importância da pesquisa, da conservação e da colaboração entre instituições, pesquisadores e comunidades. A expectativa é que o trabalho continue com sucesso, expandindo a população de ararinhas-azuis na caatinga e servindo como exemplo para a preservação de outras espécies ameaçadas. O uso de maracanãs como tutoras para as ararinhas também se mostra uma estratégia promissora para a adaptação das aves ao ambiente natural. Há planos para expandir a soltura para outras regiões da caatinga e incluir ararinhas em cativeiro de Minas Gerais no programa.