Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Heloisa Zaruh
Em um mundo onde a solidão e a falta de afeto parecem crescer, a lealdade incondicional de um cão se destaca como um ideal. Inspirado por essa reflexão, o grupo Boa Companhia apresenta o espetáculo “Banho e Tosa”.
O Cenário e a Crítica ao Consumo
A peça se passa em um pet shop elegante, frequentado por clientes igualmente sofisticados que levam seus animais para diversos tratamentos. A atriz Verônica Fabrini destaca o crescimento surpreendente do mercado pet, com produtos e serviços que muitas vezes refletem os padrões de consumo da classe média, como festas de aniversário e roupas para animais. Essa observação levou o grupo a questionar o fenômeno psicológico social por trás dessa tendência e a criticar o consumismo exacerbado.
O Processo de Criação
A montagem do espetáculo envolveu uma pesquisa de campo, com visitas a pet shops e observação do comportamento das pessoas em relação aos seus animais de estimação, bem como a análise do consumo em grandes shoppings centers. A partir dessas observações, o grupo criou uma fábula, convidando o diretor Francisco Medeiros e o dramaturgo Paulo Rogério Lopes para desenvolverem a peça por meio de improvisações e escrita colaborativa.
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Um Espetáculo para Todos
“Banho e Tosa” é uma peça que ressoa tanto com aqueles que já compartilham a vida com um animal de estimação quanto com aqueles que ainda não tiveram essa experiência. A peça aborda a afeição incondicional dos animais, contrastando-a com a violência e a barbárie presentes no mundo, e a tendência de transformar os animais em meros objetos de consumo. O espetáculo convida o público a refletir sobre essas contradições e a apreciar a singularidade da relação entre humanos e animais.
A peça oferece uma perspectiva sobre a relação entre humanos e animais em um contexto de crescente consumismo e busca por afeto.



