Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Heloisa Zaruh
O espetáculo “Muro de Arrimo”, baseado na obra de Carlos Queiroz Telles escrita há 40 anos, chega à região em uma nova versão dirigida por Alexandre Borges. A peça, inspirada na comoção de um operário após a derrota do Brasil para a Holanda em uma Copa, promete emocionar e provocar reflexões sobre a paixão pelo futebol e a vida da classe trabalhadora.
A Inspiração e a Homenagem
A peça nasceu da notícia de um operário que morreu de desgosto após a derrota da seleção brasileira. Carlos Queiroz Telles, comovido, criou uma homenagem a esse trabalhador, que simboliza o amor do povo brasileiro, especialmente da classe operária, pelo futebol. O espetáculo retrata esse operário discutindo sobre o jogo, aprendendo sobre táticas e escalações, e apostando suas economias no Brasil.
A Tragicomédia e a Realidade
“Muro de Arrimo” equilibra o tom trágico e cômico, mostrando um personagem que, mesmo sabendo da derrota do Brasil (adaptada para o jogo contra a Alemanha), mantém o entusiasmo e a esperança na vitória. A peça incorpora elementos realistas, como narrações de rádio, e aborda temas como a família e a paixão pelo time de futebol, seja Corinthians ou São Paulo, inserindo o público no universo da construção civil.
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Desafios e Recompensas da Direção
Dirigir um monólogo como “Muro de Arrimo” representou um grande desafio para Alexandre Borges, que contou com a colaboração de Sergio Mamberti. A encenação buscou dinamismo através de músicas de Otto, narração de Criolo e projeções da cidade de São Paulo. O espetáculo foi reconhecido com prêmios e uma grande receptividade do público, recompensando o esforço e a dedicação da equipe.
A peça convida o espectador a se colocar no lugar desse operário, refletindo sobre a identidade brasileira e a paixão pelo futebol. A montagem busca acessibilidade com preços populares, democratizando o acesso à cultura.



